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349 crianças nasceram prematuras em Araraquara no ano passado

Número representa quase 9% do total de partos na Gota de Leite e Hospital São Paulo; segundo a OMS, a taxa brasileira é 9,2%

| ACidadeON/Araraquara

Rafaela com seu filho Davi, que nasceu prematuro. (Foto: Arquivo Pessoal/Estúdio Memories)
 

Davi veio ao mundo com 46 centímetros e pouco mais de dois quilos. Ele é prematuro, nasceu em julho do ano passado ao sétimo mês de gestação.  

"Precisei fazer uma cirurgia no rim enquanto estava grávida, tomei anestesia geral quando estava mais ou menos com uns quatro meses [de gestação]. Meu corpo começou a dar rejeição, comecei a ter infecções e ficamos tentando segurar o bebê. O máximo que conseguimos foi sete meses e quinze dias".  

A mãe dele, Rafaela Talvales dos Santos, conta que o filho foi internado seis vezes depois do parto. Mas hoje está tudo bem. 

"Como ele nasceu prematuro teve alguns problemas respiratórios neste período de um ano. Mas agora faz uns dois meses que ele não interna mais. Ele de saúde está bem", explica.  

Davi é uma das crianças que nasceram prematuras em Araraquara em 2018. Foram 349 ao longo do ano, quase 9% do total de partos na cidade.  

Tanto na Maternidade Gota de Leite, quanto no Hospital São Paulo, até outubro deste ano foram 321 nascidos prematuros.  

A cidade está dentro da média nacional de prematuridade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa brasileira é 9,2%.  

A professora de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Patrícia Rondó, explica que as causas para partos prematuras são diversas, como o alto índice de cesáreas.  

"Tem inúmeros fatores que pré-dispõe a prematuridade, por exemplo, o fumo, a ingestão de álcool durante a gestação, algumas doenças que podem que podem estar pré-dispondo, como hepatite, etc. Então tem uma série de fatores, obstétricos, nutricionais, deficiência de micronutrientes, anemia severa, uma gama de fatores que podem estar influenciando", explica.  

São considerados prematuros os partos que acontecem antes de 37 semanas de gestação. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 30 partos prematuros são registrados no Brasil por hora.  

Segundo a professora de Saúde Pública da USP, a grande maioria dos partos prematuros ocorre nos meses finais de gestação.  

"A maior parte dos prematuros tem uma prematuridade que nós chamamos de tardia, pois não é aquela prematuridade que ocorre antes de 32 semanas, 31, que são muito precoces".  

O Rai também nasceu antes do esperado, ao final das 36 semanas. A mãe dele, Fernanda Cristina Pires sofreu uma queda quatro dias antes do parto.  

Rai nasceu no início de agosto com 48 centimetros e quase três quilos. Hoje, depois de três meses, ele já está pesando 6 quilos e com 58 centímetros.  

"Como nasceu muito novinho e lá na Gota, como ele dormia, não conseguiu pegar muito peso. Agora quando veio pra casa ele conseguiu pegar e está bem, forte, Graças a Deus", afirma Fernanda.  

Este domingo (17) é o Dia Mundial da Prematuridade e a professora de Saúde Pública da USP, Patrícia Rondó, lembra que embora o parto prematuro assuste, é possível ter uma vida saudável dali pra frente.  

"A criança logo após o nascimento ela consegue recuperar, pois tem o que a gente chama de taxa de crescimento rápido. Logicamente que se a criança é muito prematura e dependendo da causa da prematuridade, às vezes ela pode ter uma pequena sequela, mas neste caso estou falando de criança que nasce com 450 gramas, que tem que ficar na Terapia Intensiva por um tempo prolongado. A prematuridade no nosso meio não tem impacto importante de maneira geral para a criança", finaliza.

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