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500 novas famílias são inseridas no cadastro de extrema pobreza em Araraquara

Estas famílias foram inscritas no CadÚnico para que possam receber alguma ajuda, como o auxílio emergencial e o bolsa família

| ACidadeON/Araraquara

Pedido de Bolsa Família crescem na pandemia em Araraquara (Foto: Código 19)
 
Em apenas sete meses, mais de 500 novas famílias foram inseridas no Cadastro Único, em Araraquara. O número de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza saltou de 14,4 mil para 14,9 mil, de janeiro a agosto deste ano.  

O CadÚnico, como é conhecido, é considerado a porta de entrada para os programas sociais, como o Bolsa Família, que também registrou aumento de dependentes. Em abril, foram mais de 1,2 mil novos beneficiários, segundo a secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Araraquara 

É o caso da Daiana Cristina de Souza Dias, de 34 anos, que está desempregada. Para conseguir sustentar os três filhos, ela começou a receber o auxilio emergencial, que substitui o Bolsa Família durante a pandemia.  "Pago uma água, uma luz e dou de comer para crianças, me ajuda muito", diz ela.

Os benefícios sociais têm sido a alternativa pra muitas famílias em meio à crise. O gestor de cadastros da secretaria, Fabio Aurélio Guzzi, explica que todos os programas sociais passam obrigatoriamente pelo CadÚnico. "A pessoa que não tem renda pode procurar um CRAS [Centro de Referência de cada bairro] para que seja feita a inscrição em algum programa social", diz ele. 

Segundo Guzzi, o aumento no número de dependentes do Bolsa Família tem duas razões: a crise econômica gerada pela pandemia e o represamento de pedidos pendentes.  "A maioria destas pessoas entraram no auxílio emergencial e quando terminar o emergencial, estas famílias devem receber o bolsa família", explica. 

EXTREMA POBREZA 
Em Araraquara, as famílias dependentes do Bolsa Família recebem em média entre R$150 e R$180. O programa é voltado a famílias em situação de extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 89,00 por pessoa, e pobres com renda mensal per capta entre R$ 89,01 e R$ 178,00.  

O economista Claudio César de Paiva explica que os auxílios são importantes emergencialmente, mas, algo vai precisar ser feito nos próximos meses, quando muitas famílias devem ultrapassar a linha da pobreza e da extrema pobreza.   

"Essa é uma situação bastante grave que ocorre em todo o mundo e no Brasil. Sem o auxílio emergencial a tendência é essa situação se agravar ainda mais", explica.

AJUDA NECESSÁRIA

A dona de casa, Auriane Maria da Silva, de 29 anos, sempre contou com o Bolsa Família. Ela mora com o marido e os dois filhos pequenos. Vivendo apenas de bicos, o auxilio se tornou ainda mais importante para família em meio à pandemia. 

"A gente não sabe quando essa pandemia vai acabar, então vamos vivendo um dia de cada vez. Estamos procurando emprego e temos esperança que melhore", diz ela.

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