Por não pagar R$ 2 de energia, 150 famílias ficam sem água no Jardim Paraíso

Bomba d'água que enche o reservatório do condomínio teve a energia cortada por falta de pagamento

    • ACidadeON/Araraquara
    • Da reportagem
ACidade ON - Araraquara
Inadimplência seria responsável pelo desabastecimento de água no Residencial Paraíso

 

Há dois dias moradores de alguns blocos do Residencial Jardim Paraíso estão sofrendo com a falta d’água. O problema ocorre porque o fornecimento de energia para a bomba d’água, responsável por encher o reservatório, teria sido cortado. O motivo seria a falta de pagamento da conta de luz.

De acordo com o apurado, em torno 150 famílias estariam sem abastecimento. “Eu acabei de ter um enfarte, ainda estou me recuperando e tenho que ficar subindo e descendo escada para encher baldes de água, tudo isso contando com a boa vontade dos vizinhos que moram em blocos que não foram afetados”, disse o porteiro Carlos Henrique Molina.

A rede de distribuição de água no bairro está normal, o problema é que a pressão da rede oferecida pelo Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae), não tem força suficiente para encher o reservatório. A bomba elétrica é utilizada para levar água até a caixa, que distribui o líquido para os apartamentos.

A conta de energia dessa bomba é rateada entre os moradores. Por mês, se todos pagassem, o valor seria de aproximadamente R$ 2 para cada um. Apesar de baixo, muita gente não pagou sua parte nos últimos meses.

“Nós que pagamos tudo certinho estamos agora pagando o pato pelos bonitões que não fizeram sua parte”, reclamou a aposentada Marli Aparecida Dionísio.

A dívida junto à CPFL, segundo os moradores, chegou a mais de R$ 7 mil. Para que a conta seja paga, cada família terá que desembolsar agora R$ 51,25.

O dinheiro para quitar o débito já teria sido recolhido e o valor será pago nesta sexta-feira (11). Nós tentamos contato com alguns síndicos, mas sem sucesso. Há blocos que nem sindico tem, é o caso do Bloco 1B, do Carlos Henrique Molina. “Isso aqui virou uma bagunça. Ficamos vendidos quando falam alguma coisa. A gente paga nossas obrigações em dia, mas não temos controle de quem não paga”, reclama ele.

Até agora os moradores não sabem quando a bomba voltará a funcionar.
 


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