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Acidentes de trânsito envolvendo crianças aumenta em 2021

Internações de crianças e adolescentes por atropelamentos volta a subir em 2021; SUS já registra mais de 6 mil casos

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Goiás lidera o ranking com um aumento de 94% nas internações

As crianças e adolescentes são os mais vulneráveis em caso de um acidente de trânsito. Entre janeiro e agosto de 2021, o índice de internações por atropelamentos de crianças e adolescentes entre zero e 19 anos, na condição de pedestres ou ciclistas, cresceu 9% - em comparação ao mesmo período no ano passado.

No total, mais de seis mil delas foram hospitalizadas em estado grave em todo o País e quase 500 foram a óbito no local onde foram atropeladas.
Os dados, divulgados no Mês das Crianças, fazem parte de um estudo conduzido pela Abramet - Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, com o suporte da agência 360° CI, que mapeou os índices de morbimortalidade infantojuvenil no Sistema Único de Saúde (SUS) provocados por atropelamentos.
"O levantamento reacende o alerta de que a segurança das crianças e adolescentes depende da conscientização de todos. Esses atropelamentos, na sua maioria, não são acidentais, mas sim resultados da não observância de medidas voltadas para o controle de riscos, quer por parte de condutores, quer por parte de pais e responsáveis pelas crianças", ressalta Antônio Meira Júnior, presidente da Abramet. "Nesse momento de retorno às aulas presenciais e maior circulação das crianças nas ruas, precisamos reforçar o alerta aos pais, educadores e também provocar as autoridades para que invistam em políticas públicas voltadas à educação para o trânsito", afirma.
Panorama

Para avaliar o aumento das internações motivadas por atropelamentos durante 2021, o mapeamento considerou os registros do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde. Na análise por Regiões, a Abramet identificou aumento mais significativo no Centro-Oeste e Sudeste, com alta de 45% e 14%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já o Nordeste (-7%) e Norte (-14%) registraram queda nos índices; e Sul foi a única região que não apresentou variação no período analisado.
Apesar do primeiro recorte sugerir que os atropelamentos são uma questão regional, na análise por Estado é possível observar que o problema se alastra por todo o País.

Goiás lidera o ranking com um aumento de 94% nas internações. Na sequência, Tocantins (88%) e Rio de Janeiro (58%) registraram os índices mais alarmantes, seguidos por Rondônia (23%), Paraíba (22%) e Minas Gerais (18%).

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