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CotidianoHC da Unicamp tem 14 pessoas na fila por um transplante de coração

HC da Unicamp tem 14 pessoas na fila por um transplante de coração

De acordo com o hospital, dos pacientes atendidos atualmente, neste momento nenhum está incluído no critério de prioridade máxima

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O HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, em Campinas, informou nesta segunda-feira (28) que acompanha 14 pacientes que estão na fila de espera por um transplante de coração. No Estado de São Paulo atualmente há 206 pessoas a espera, segundo dados desta segunda-feira divulgados pelo SNT (Sistema Nacional de Transplantes), do Ministério da Saúde.

Na semana passada, com a repercussão do agravamento do quadro de insuficiência cardíaca e a necessidade de um transplante pelo apresentador Faustão, o acidade on mostrou os números de procedimentos realizados pelo hospital, que é responsável por dar cobertura a Campinas e outras 123 cidades da região. Em cinco anos, foram 15 transplantes de coração feitos pelo HC, e o último foi neste mês (veja mais abaixo).


O apresentador passou por uma cirurgia de transplante de coração ontem. Ele ocupava o segundo lugar na fila de espera, segundo a Central de Transplantes do Estado de São Paulo (leia mais abaixo).

Gravidade

De acordo com o hospital, dos pacientes atendidos atualmente, neste momento nenhum está incluído no critério de prioridade máxima, mas a situação da gravidade é dinâmica.

“Houve momento que estávamos com três priorizados, internados com dobutamina (remédio usado para tratar a insuficiência cardíaca) ou balão intra-aórtico (controlado por um computador acoplado a um monitor cardíaco para aumentar o desempenho do coração)”, informou a assessoria.

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Transplante do Faustão

Ontem (27), Faustão passou pela uma cirurgia de transplante de coração. Segundo a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, o apresentador ocupava o segundo lugar na fila. Ainda na madrugada do domingo, a Central ofereceu um coração à equipe transplantadora de Fausto Silva, que aceitou a oferta do órgão após avaliação de compatibilidade.

Por meio do sistema informatizado de gerenciamento do sistema estadual de transplantes, 12 pacientes atendiam aos requisitos. Desse total, quatro estavam priorizados – Faustão ocupava a segunda posição nesta seleção.

A equipe transplantadora do paciente que ocupava a primeira posição decidiu pela recusa do órgão. As razões da recusa não foram divulgadas pelo Central de Transplantes, mas podem estar relacionadas a incompatibilidades entre receptor e doador. Com isso, a oferta seguiu para o segundo paciente da seleção.

Com novo coração

O aposentado Jorge Bernardo, morador da região, conta como foi a espera de um novo coração. O transplante dele foi feito em 2012 pelo HC.

“Completei 11 anos que fiz o transplante. Em 2012 me colocaram na fila de prioridade. Demorou aproximadamente 30 dias para um órgão compatível chegar até mim e assim realizada a cirurgia. A espera é muito grande, muito grande mesmo”, afirmou.

Apesar da grande ansiedade pelo novo coração, ele dá uma mensagem de esperança para quem está no aguardo.

“Para quem esta na fila, não desistam, tenham fé, tenham confiança, tenho certeza que tudo vai dar certo. Depois que eu fiz a cirurgia voltei para casa, voltei a trabalhar e me aposentei. Agradeço muito ao pessoal da Unicamp, aos familiares que fizeram a doação do órgão e a minha família”, completou.

Balanço

O Hospital de Clínicas é referência para transplantes na região, e começou a realizar os procedimentos cardíacos em 1998. Em 25 anos, foram 106 novos corações destinados aos pacientes.

Nos últimos cinco anos foram realizados 15 procedimentos. Veja abaixo:

  • 2019- 6
  • 2020- 5
  • 2021- 1
  • 2022- 1
  • 2023 (até o momento) – 2

O responsável por transplantes cardíacos no HC, Orlando Petrucci, conta que o órgão tem necessidade de cirurgia de urgência, sendo que coração é o órgão que possui menor tempo de preservação extracorpórea.

“Nós temos 106 transplantes realizados na Unicamp. O coração, ele tem um tempo de esquemia, ou seja, um tempo fora do corpo muito curto, de quatro a seis horas. E isso, muitas vezes, impede a aceitação do órgão. Ele pode estar muito distante e esse tempo, pela distancia, vai impedir esse transplante para o paciente, isso é um fator que complica”, explica.

HC é responsável por realizar transplantes de órgãos na região (Foto: Divulgação)

Importância da doação

Com tantas pessoas na fila de espera, o médico reforçou a importância da conscientização das famílias para a doação de órgão.

“Sem dúvidas a quantidade de doações ainda é um fator bastante importante. A grande maioria das nossas doações vem de regiões próximas, ao menos 70% dos órgãos nós pegamos da capital paulista e o resto do interior do estado”, detalhou.

Segundo ele, além de ter um coração disponível, ainda há o critério de compatibilidade.

“O primeiro critério de seleção é o tipo sanguíneo, então isso já começa aumentando ou diminuindo as chances do paciente receber. O segundo critério da seleção do coração é o tamanho do doador e do receptor, pois eu não posso pegar um coração de um paciente de 100 quilos e colocar em um paciente de 40 quilos, pois não vai caber, é feito um perfil genético para depois nós casarmos um doador para diminuirmos a chance de rejeição”, explicou.

Como funciona a fila?

O Brasil possui o maior sistema público de transplantes de órgãos no mundo, mas apesar dos transplantes realizados, a quantidade de pessoas em lista de espera para receber um órgão ainda é grande.

A fila de pacientes que aguardam por órgãos ou tecidos é única, ou seja, engloba pacientes de todo o país atendido tanto na rede pública como na privada. Cada estado também tem sua própria lista que é enviada para o sistema.

A fila funciona por ordem cronológica de inscrição, mas também é delimitada por outros fatores, como gravidade e compatibilidade sanguínea e genética entre doador e receptor.

No ano passado, segundo o SNT, 11,7 mil transplantes foram realizados no Brasil, sendo 258 de coração. Já em 2022, foram 16,7 mil cirurgias, sendo 362 com transplante de corações.

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