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COI aceita e Olimpíada de Tóquio é adiada por um ano

Mesmo assim, o nome oficial do evento será Tóquio 2020, de acordo com o governador de Tóquio, Yuriko Koike

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Foto ilustrativa do coronavírus e as olimpíadas de 2020. (Foto: Cadu Rolim /Fotoarena/Folhapress)
 

Agora é oficial. Os Jogos Olímpicos, que estavam programados para o dia 24 de julho, serão adiados por um ano.

O primeiro-ministro japonês, Abe Shinzo, confirmou nesta terça-feira (24) que pediu ao Comitê Olímpico Internacional o adiamento e que foi aceito.

Abe fez o anúncio a jornalistas depois de uma conversa telefônica com o presidente do COI, Thomas Bach. As Olímpiadas, portanto, deverão ser realizadas em 2021. Mesmo assim, o nome oficial do evento será Tóquio 2020, de acordo com o governador de Tóquio, Yuriko Koike.

De acordo com a agência Reuters, ele afirmou que o COI "apoiou 100%" a proposta.

Os Jogos Olímpicos foram adiados por causa da pandemia do Covid-19, que impactaram a organização do evento e também a preparação dos atletas. A conversa telefônica incluiu, além de Abe e de Bach, o governador de Tóquio, Yuriko Koike, e o líder da organização dos Jogos, Yoshiro Mori.  

Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) passou a tratar como "pandemia" o surto de coronavírus, em 11 de março, eventos esportivos de todo o planeta vinham sendo paralisados. As principais competições do mundo foram interrompidas, sem prazo concreto para o retorno. Havia alguma resistência, no entanto, por parte do COI, que até meados de março não via pressa para "decisões drásticas". 

A entidade presidida pelo alemão Thomas Bach mantinha a esperança de que a situação pudesse ser normalizada a tempo de a programação ser sustentada, algo que não se concretizou. No dia 22 de março, o comitê admitiu pela primeira vez a possibilidade de adiamento e estabeleceu um prazo de quatro semanas para uma definição sobre o tema. 

Além de toda a preocupação em relação à transmissão da doença Covid-19, havia muitas dúvidas sobre a preparação dos atletas e até sobre a classificação deles à Olimpíada. Estão abertas ainda muitas vagas nos Jogos de Tóquio, cujas definições sairiam em torneios seletivos ainda não realizados. 

De acordo com o COI, estão preenchidas 57% das vagas até agora. As outras 43% permanecem indefinidas e poderão ter seus critérios alterados nos próximos meses. Uma possibilidade ventilada antes da decisão sobre o adiamento foi utilizar rankings mundiais e resultados de competições finalizadas, como os Jogos Pan-Americanos. 

Mesmo os esportistas que já têm classificação assegurada se viam em situação complicada, com limitações nos treinamentos. A nadadora espanhola Mireia Belmonte, ouro nos Jogos de 2016, sem acesso às piscinas de seu país, afirmou que não seria possível "fazer um papel digno" caso o calendário inicial fosse mantido. No Brasil, o nadador Bruno Fratus também fez duras críticas enquanto o comitê sustentava a manutenção da data original dos Jogos. 

Ao longo das últimas semanas, cada vez mais atletas e entidades, por exemplo os comitês olímpico e paraolímpico do Brasil, passaram a se posicionar pelo adiamento, que acabou sendo confirmado.

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