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Curadoria Hilst
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    Aves da Noite - Escutando o que se Passou na Cela da Fome

    Paula Santiago lê trecho da peça teatral "Aves da Noite", de Hilda Hilst, em que a Poeta buscou ouvir o que teria se passado naqueles momentos finais

    | ACidade ON

     

     

    Baseada na história real de São Maximiliano Kolbe,  Hilda procurou "escutar o que teria se passado na cela da fome" para escrever esta peça que é um grito denunciador de toda opressão e violência cometidos por todo tipo de autoritarismo e totalitarismo, os grandes inimigos da LIBERDADE e do AMOR

    São Maximiliano Kolbe, nascido na cidade polonesa de Zdunska Wola, foi um sacerdote franciscano conventual. Quando a Polônia foi invadida pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, ele não abandonou o mosteiro, tornando-o abrigo de 3.000 refugiados poloneses, entre eles 2.000 judeus, e se recusou a assinar a Deutsche volksliste ("Lista de alemães"), que teria reconhecido seus direitos de cidadão alemão e o liberado da opressão nazista. 

    Os nazistas fecharam o mosteiro em 17 de fevereiro de 1941 prenderam São Maximiliano e o transferiram para Auschwitz, onde o Padre continuou realizando o seu ministério sacerdotal, apesar da perseguição e dos maus-tratos de seus carcereiros.
    No final de julho daquele ano, três prisioneiros escaparam do campo de concentração. Para promover o medo entre os demais presos, os nazistas decidiram levar à morte na "cela da fome" também conhecida como o "bunker" dez pessoas.

    São Maximiliano Kolbe se ofereceu voluntariamente para tomar o lugar de um dos condenados, Franciszek Gajowniczek, um sargento e pai de família polonês. Nessa cela, o sacerdote seguiu encorajando a fé de seus companheiros, com orações e canções. Uma testemunha que trabalhava como carcereiro relatou que "tinha a impressão de que eu estava em uma Igreja". 

    Depois de duas semanas, somente São Maximiliano seguia vivo. Precisando da cela para outros prisioneiros, os nazistas decidiram acabar com a vida do sacerdote injetando ácido carbólico na sua veia.  A Igreja reconheceu o martírio de São Maximiliano Kolbe e foi beatificado em 1971 pelo Papa Paulo VI , e canonizado em 1982 por João Paulo II.

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