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Proteja sua lavoura do Bicho Mineiro

Aprenda métodos, estratégias e dicas de combate a esta praga que pode afetar seu lucro

| No Pé do Café -

Produtor, você conhece o Bicho Mineiro? Sabe o porquê deste nome? Venha descobrir isso e muito mais com a gente!

As lavouras de café são indústrias a céu aberto, por isso estão sujeitas a muitas coisas, como ação dos nutrientes, da chuva, dos ventos e inclusive a interferência de um inseto chamado Bicho Mineiro.

O principal impacto desse bichinho é na produtividade da lavoura, afetando, portanto, os lucros do cafeicultor.

A planta ideal é enfolhada e tem uma boa área foliar. Cada folha no pé de café enche, em média, três frutos.

Além disso, uma planta sadia e com alta produtividade acumula açúcares. Entretanto, essa característica aumenta o apetite da praga que, enquanto larva, devora folhas.

Por esse motivo, é importante conhecermos esse inimigo e elaborar estratégias de controle e prevenção para evitar perdas.

Vamos conhecer o bicho mineiro?

Ele é uma pequena mariposa, branca, que quando quer atacar o cafeeiro voa ao redor da planta, o que é de fácil visualização. Depois, bota seus ovos nas folhas, geralmente no terceiro ou quarto par. Quando os ovos eclodem sai a larva que irá atacar as folhas fazendo uma mina dentro dela.

Por isso o nome "Bicho Mineiro"!

Após estragarem muitas folhas, viram um casulo que chamamos de pupa, até virarem mariposa e recomeçar o ciclo. Esse processo leva de 19 até 87 dias.

Dessa maneira, se houver um clima favorável para a praga, que é o tempo seco e calor acima de 27°C, pode ocorrer tudo muito rápido. Por isso ela é tão agressiva.


ESTRATÉGIAS DE COMBATE

Estratégia curativa de combate ao bicho mineiro nas lavouras de café

O método curativo é indicado quando a praga já está atacando a lavoura.

Vantagens do método: a economia na aplicação dos produtos, se não for preciso controlar o ataque das pragas, porém se necessário este controle o prejuízo pode ser muito grande, principalmente se você trabalha com alto nível tecnológico.

Desvantagens do método: a alta umidade do ar é um fator muito importante na funcionalidade da aplicação dos inseticidas.

A maneira mais eficiente deste método é o químico, que chamamos de efeito de choque. Ele mata o bicho, mas não tem efeito residual para continuar agindo por mais tempo. Todavia, ele permite a adição de outro produto que possua esta função.

Produtos de choque:
-Organofosforados indicamos este grupo;
-Piretróides e
-Carbamatos

Produtos de efeito residual:
-Neonicotinóides;
-Benzoiluréias e
-Diamidas indicamos este grupo, entretanto precisa-se de certa umidade no ambiente para fazer efeito.

Estratégia preventiva de combate ao bicho mineiro nas lavouras de café

Esse método é recomendado para antes de a praga agir.
É uma forma mais onerosa, ou seja, que envolve mais gastos, no entanto, resolve muito bem o problema.

Há duas maneiras de realizar este controle:

A primeira é conhecer o comportamento do bicho mineiro em sua região e utilizar os produtos residuais antes dele atacar.

A segunda forma é, durante o ano todo, alternar os grupos químicos dos produtos; chegando até a sete aplicações durante esse período (duas de solo e de quatro a cinco na folhas).

Atenção: Este método é indicado para regiões com alta pressão da praga, que a maneira curativa não traria efeitos.


O controle biológico funciona contra o bicho mineiro?

O uso de predadores naturais (controle biológico) também pode auxiliar. Para isso, utiliza-se de marimbondos e crisopídeos (conhecido como lixeirinho).

A desvantagem é que este método, profissionalmente, não tem eficiência.


O que é o controle de cultura contra o bicho mineiro?

O controle de cultura consiste em observar se as pupas estão vivas nas folhas secas debaixo da planta, apertando-a e vendo se sai um líquido (se sair, a lagarta está viva). Quando isso ocorrer assopre as folhas para o meio da rua do café e passe a trincha para assim evitar que virem mariposa.


Uso de variedades mais tolerantes ao bicho mineiro

Outra opção para vencer os prejuízos do bicho mineiro e o uso de variedades mais tolerantes ao inseto. Um exemplo é a variedade Siriema que é muito conhecida pela alta resistência a praga; visto que seu material surgiu a partir de híbridos, em gerações avançadas.
Desse modo, conhecendo bem esse inimigo e sua região, você poderá escolher o melhor método para sua produção e ficar tranquilo! 

Quer saber mais sobre os métodos? Confira o vídeo completo:  



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