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Entidades lamentam manutenção da fase vermelha em Ribeirão

Acirp entende a decisão do Governo de São Paulo, mas lamenta a "falta de coragem para seguir em frente"

| ACidadeON/Ribeirao

  
 
A quarta atualização do Plano São Paulo, responsável pela manutenção da quarentena em todo o Estado, contrariou as expectativas de algumas das principais instituições vinculadas ao comércio de Ribeirão Preto, nesta sexta-feira (26), e deixou a cidade no mesmo patamar.  

Isso porque o anúncio feito pelo governador João Doria (PSDB) manteve grande parte do interior paulista na fase vermelha do mapa - a primeira etapa é a mais rigorosa e representa a necessidade de alerta máximo no combate ao novo coronavírus (covid-19).  

Ribeirão Preto e região, além de Franca, estão inclusas nessa determinação e devem continuar com as lojas de portas fechadas entre 20 de junho e 14 de julho.  

"É importante reforçar que, independente da cor no mapa, todo o Estado continua em quarentena e nenhum cidadão, rico ou pobre, está livre dessa pandemia. O combate do novo coronavírus vai continuar até que uma vacina seja de fato desenvolvida e aprovada", resume o governador. 

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Em nota, a Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto) disse que entende a decisão, mas lamenta a incapacidade ou falta de coragem para ir além.  

"Não basta fechar serviços considerados "não essenciais" sem que se apresentem alternativas viáveis, que respeitem a integridade física do ribeirão-pretano e permitam ao empresariado sobreviver. Na prática, o Poder Público trancou a porta e jogou a chave fora", enfatizou a entidade. 
 
Já o Sincovarp (Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto) entendeu que a permanência na fase vermelha vai intensificar a crise socioeconômica que atinge de forma grave a cidade e toda a região.  

"Todos os municípios paulistas estão nas mãos do governo estadual, que é quem tem o poder de decidir onde, quando, quais setores e por quanto tempo o comércio poderá abrir [...]. Serão mais demissões e fechamento de empresas", explica Paulo César Garcia Lopes, presidente do Sincovarp. 
  
Ainda assim, ele alerta a população para a importância de respeitar os protocolos de prevenção para que Ribeirão possa seguir em frente no próximo ciclo do Plano São Paulo.  

"As pessoas precisam colaborar, saindo de casa somente para o que for necessário, usando máscara de proteção, respeitando o distanciamento e evitando aglomerações. Precisamos reabrir o quanto antes e, mais que isso, temos de permanecer abertos. Todos precisam ajudar"

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O documento divulgado pelo Governo do Estado, que especifica as categorias do Plano São Paulo, mostra que o município cresceu no quesito "capacidade hospitalar" até a última quinta-feira (25). Nesse sentido, Ribeirão teria competência para retomar o processo de flexibilização.  

Contudo, a evolução da epidemia foi crucial para a tomada de decisão de João Doria. Esta continuou na fase vermelha , com uma das variações de pessoas infectadas mais altas do mapa, em relação aos últimos 15 dias, e aumento do número de mortes por covid-19.  

Atualmente, a cidade tem 4.113 confirmações de infecção por coronavírus e 125 óbitos.

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