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Disputar a Copa do Mundo é uma 'chance de ouro'

Juninho Fonseca relembra passagem com Brasil na Copa de 1982 e espera que seleção atual aproveite oportunidade para conquistar o hexa

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Ex-zagueiro: Juninho Fonseca integrou a seleção brasileira na Copa de 1982 (foto: Weber Sian / A Cidade)


Disputar uma Copa do Mundo é o sonho de todo jogador de futebol. É uma oportunidade que pode ser única na carreira e saber aproveitar este momento é o que pede o ex-zagueiro Juninho Fonseca para os comandados do técnico Tite na Copa do Mundo da Rússia. O Brasil tem duelo decisivo pela classificação às oitavas de final hoje, às 15h, contra a Sérvia, em Moscou.  

Presente entre os convocados para o Mundial da Espanha, em 1982, o ex-defensor, que é natural de Olímpia, mas mora em Ribeirão Preto desde 2004, não chegou a entrar em campo em nenhum jogo, foi reserva de Oscar e viu do banco de reservas a frustrante eliminação para a Itália, por 3 a 2, com os três gols do adversário marcados pelo carrasco Paolo Rossi.   

"Tenho lembranças tristes por não ter conquistado aquela Copa. Foi uma experiência muito legal para a minha vida, mas uma oportunidade que perdemos. Nove jogadores daquela seleção, assim como eu, não tiveram outra oportunidade depois para disputar outra Copa. Chegamos tão perto de atingir uma estágio inesquecível, de entrar para a história, perdemos essa oportunidade de ouro e tem hora que dá vontade até de chorar", declarou Juninho. 

"Para vários jogadores que estão atualmente na seleção essa será a última oportunidade de ganhar uma Copa, então que não deixem escapar."  

Na época, Juninho tinha 23 anos e era titular na Ponte Preta. Ele acredita que por não estar defendendo na época um grande clube do Brasil isso tenha criado obstáculos para jogar na Copa.  

"Flamengo, Atlético-MG e São Paulo compunham grande parte da base da seleção. A concorrência sempre foi muito grande, mas o Telê Santana escalou a dupla de zaga Oscar e Luizinho, que eram os melhores zagueiros da época e foram titulares merecidamente", ressaltou o ex-jogador.  

Depois da Copa de 1982, Juninho não foi mais lembrado pela seleção brasileira, mesmo tendo destaque ao integrar o histórico Corinthians, que emplacou a Democracia Corintiana.

Confiante  

Juninho Fonseca, que hoje atua como coordenador técnico das categorias de base do Audax, esperava mais da seleção brasileira na Copa da Rússia, mas mesmo assim está confiante.  

"Imaginava ver um pouco mais da seleção em função do trabalho do Tite, que substituiu o péssimo Dunga. O Brasil despertou tanto o olhar do mundo esportivo e os times passaram a observar a equipe e acharam uma maneira de não perder. A seleção deve encontrar obstáculos, os meninos são muito jovens e enxergo isso com preocupação, porém vejo potencial para conseguir o título", finalizou Juninho.  

Tite mantém equipe ofensiva contra a sérvia  

Com o quarteto ofensivo, formado por Willian, Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus, que ainda não funcionou na Rússia, a seleção antecipa hoje o mata-mata na Copa do Mundo para fugir de um vexame histórico. O time precisa empatar no estádio do Spartak, em Moscou, para se classificar sem depender de combinação de resultados.  

Se for eliminada, a equipe comandada por Tite entrará para a história como a que teve a pior campanha brasileira em Copas desde o Mundial da Inglaterra, em 1966. Além da vaga, a seleção busca a afirmação do esquema tático desenhado pelo treinador e que ainda não convenceu.

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