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Milhares vão às ruas em São Carlos contra bloqueios de verbas na educação

Organização estima que cerca de 15 mil pessoas tenham aderido à manifestação. Polícia Militar informa que público é de 2 mil

| ACidadeON/São Carlos

Milhares vão às ruas em São Carlos contra bloqueios de verbas na educação
Milhares de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), além de professores, alunos do ensino médio e populares, se reuniram no Centro de São Carlos para protestar contra o bloqueio de recursos anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). A paralisação de um dia suspendeu aulas em universidades e em algumas escolas estaduais e municipais da região. Os protestos ocorrem em 23 estados e no Distrito Federal.  

Em São Carlos, 85% das escolas aderiram ao movimento. A mobilização começou por volta de 8h no Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO) onde foram confeccionados cartazes. Em seguida, os manifestantes foram em caminhada até a Praça Coronel Salles ( Praça dos Pombos). 

Beatriz Boriollo, coordenadora pedagógica da Creche Universitária da USP, esteve presente na manifestação e afirma que a contenção de investimento já afeta a instituição.

"Estamos lutando por uma educação de qualidade e pública, porque educação é direito de todos. O corte de gastos já afetou a creche com falta de funcionários, com demissões voluntárias, por exemplo. A gente sabe que mais ajustes significam mais cortes. O que nós trabalhamos na nossa creche serve para qualquer outra do Brasil, a gente recebe professores do país todo, somos referência", garantiu.   


Pesquisa 

Cartazes ressaltando a importância da pesquisa acadêmica para a sociedade foram ostentados pelos manifestantes. Grupos de estudo, pós-graduandos e professores montaram stands de exposição para apresentar algumas das pesquisas que desenvolvem e sua importância.

Soeli Maria Schreiber da Silva é uma das pesquisadoras, que estuda no Departamento de Letras da UFSCar. "Estou aqui apresentando meus trabalhos, estudo argumentação no tema da escravidão, sobretudo, em São Carlos. Estou distribuindo alguns livros que produzi, os quais foram financiados pela FAPESP. Sem o incentivo  na pesquisa não teria conseguido desenvolver meu trabalho. É necessário dinheiro para existir pesquisa, estudo e resultados, é um trabalho tão sofrido quanto outro qualquer", disse. 

Cidade

Agentes de trânsito interditaram a Avenida Doutor Carlos Botelho durante aproximadamente dez minutos para a passagem dos estudantes. A Avenida São Carlos, principal da cidade, também foi interditada a partir do Mercado Municipal até a Rua Major José Inácio. A Guarda Civil Municipal (GCM) acompanha a manifestação pacífica.  

A organização estima que 15 mil pessoas tenham participado do ato. Já a Polícia Militar informou que a estimativa é de 2 mil pessoas.  



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