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Após chuvas, prefeitura decreta situação de emergência

Região da baixada do Mercado Municipal foi uma das mais prejudicadas, com cerca de 30 lojas invadidas pela água, que chegou a 1,50 metros de altura

| ACidadeON/São Carlos

Centro de São Carlos sofreu novamente com a chuva.
 

A Prefeitura de São Carlos vai decretar situação de emergência devido aos estragos e prejuízos causados pelas fortes chuvas dos dias 2 e 4 de janeiro. 

A decisão foi tomada após uma reunião de secretariado convocada pelo Prefeito Airton Garcia e realizada na tarde desta segunda-feira (6/1) no Paço Municipal.  

A chuva do sábado (4/1) causou inundação em várias áreas de risco, porém a região da baixada do Mercado Municipal foi uma das mais prejudicadas com cerca de 30 lojas invadidas pela água que chegou a 1,50 metros de altura.  

Na quinta-feira (2/1) a cidade já havia passado por momentos de transtornos quando choveu 82.8 mm, o que ocasionou a queda do muro de contenção na passagem do pontilhão da Travessa 8, na Vila Prado, atingindo um veículo que passava no local (sem vítimas). Também ocorreram alagamentos nas rotatórias do CDHU, do Cristo, da Praça Itália e na rua Geminiano Costa (no setor do centro comercial com alagamento de algumas lojas e 4 veículos automotores) e na rua 9 de Julho sentido Lagoa Serena. Foram registradas, ainda, quedas de árvores e de muros residenciais.   

Muro desmorona em carro e interdita pontilhão da Vila Prado. Foto: Imagens cedidas

Já na noite de sábado (4/1) outro temporal atingiu a cidade, apesar de ter durado menos de 30 minutos, a intensidade foi bem maior, chovendo 120 mm neste curto espaço de tempo, causando muito mais prejuízos e transtornos a lojistas, pedestres e motoristas. "Os pluviômetros da área urbana registraram 47 mm em 20 minutos, no total foram 120 mm, já que houve precipitação intensa nas cabeceiras do Gregório, córrego que passa pelo centro comercial da cidade e do Monjolinho que cruza toda a cidade e encontra-se com o Gregório", explica Pedro Caballero, diretor da Defesa Civil de São Carlos. 

O local mais castigado foi a região do Mercado Municipal. "Os problemas no centro foram grandes. A água atingiu 1,50 metros invadindo o comércio e arrastando carros. A Prefeitura agiu rapidamente e está empenhada na recuperação rápida dos locais atingidos", afirmou o prefeito Airton Garcia que acompanhou o trabalho das equipes logo no início da manhã do domingo (5/1).  

Também foram registrados alagamentos na rotatória do Cristo, nas avenidas Comendador Alfredo Maffei, Francisco Pereira Lopes e Tancredo Neves. No total, 12 veículos automotores foram atingidos, três pessoas ilhadas foram resgatadas pela Defesa Civil. Dois trechos do muro do Cemitério Nossa Senhora do Carmo caíram, porém já foram colocados tapumes nesses locais.  

Várias equipes da Prefeitura de São Carlos, da Prefeitura de Ibaté e de empresas privadas se mobilizaram para atender as ocorrências causadas pela forte chuva. Várias vias continuam interditadas em virtude dos buracos abertos, entre elas a rua Jose Bonifácio com General Osório, São Paulo com avenida Comendador Alfredo Maffei, rua Drº Serafim Vieira de Almeida com Maestro João Seppe, avenida São Carlos próxima à Praça Itália (sentido centro), avenida Francisco Pereira Lopes com rua Drº Lauro Corsi e avenida Francisco Pereira Lopes na Curva do Joinha.   

Ibaté envia caminhões pipas para ajudar na limpeza da cidade. Foto: Prefeitura São Carlos

Todos os estragos foram registrados e serão anexados em um novo pedido para a liberação dos projetos. "Já estamos preparando um novo documento. Vamos anexar as imagens da chuva, dos estragos e prejuízos e pedir urgência na liberação dos recursos para a realização das obras necessárias para resolver, ou pelo menos amenizar, os problemas de enchente nas áreas de risco da cidade", finaliza Pedro Caballero.  

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Mariel Olmo, um dos primeiros serviços que devem ser realizados no centro comercial da cidade é a limpeza de galerias de águas pluviais e novamente da boca de lobos. "Com a chuva muita sujeira foi parar nas bocas de lobo e as galerias necessitam de uma limpeza completa. Para isso vamos precisar contratar uma empresa especializada para que seja realizado o mais rápido possível. Para o tapa-buraco já temos uma empresa contratada via licitação e agora vamos priorizar as áreas com maior fluxo de veículos e que foram mais atingidas", explica Olmo.  

"O estado de emergência acelera a liberação de recursos para obras urgentes de recuperação dos locais atingidos. Para obras de grande porte precisamos de recursos federais. A duplicação da passagem sob a linha férrea, entre a Praça Itália e a rotatória da Escola Jesuíno de Arruda, é uma das obras necessárias para eliminar problemas com enchentes e já estamos em tratativas com o DNIT desde que assumi a Prefeitura, sendo que o Diário Oficial da União publicou o termo aditivo rerratificando o convênio de cooperação técnica e financeira nº 1022/210, firmado com a Prefeitura de São Carlos. Na sequência um engenheiro do Ministério dos Transportes esteve em São Carlos para analisar e atualizar as diretrizes das obras, mais de R$ 15 milhões. Vamos voltar a Brasília para garantir que o DNIT execute essa obra", afirmou o prefeito Airton Garcia.  

Airton disse, ainda, que o professor doutor Swami Villela, da USP, apresentou um projeto contra enchentes. "Mas para a execução completa precisamos mais de R$ 600 milhões, recursos que não disponibilizamos. Na verdade não é uma obra que resolve o problema das enchentes, mais várias", finaliza o prefeito.  

O decreto será publicado no Diário Oficial do Município ainda esta semana.  

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