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Telecuidado pode auxiliar o desenvolvimento de bebês com risco biológico

Estudo da UFSCar elabora e analisa protocolo que ajuda os pais neste momento de isolamento social

| ACidadeON/São Carlos

Imagem ilustrativa (Foto: divulgação/Pixabay)
 

Uma pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), busca voluntários para analisar um protocolo de telecuidado direcionado aos pais de bebês de risco, que tiveram alguma complicação no parto ou pós-parto. Durante a pandemia de Covid-19 esses bebês, muitas vezes, não têm acesso ao atendimento presencial especializado e a atuação dos pais pode ser um diferencial importante no desenvolvimento deles.  

O estudo é realizado por Camila Gâmbaro Lima, sob orientação de Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar. De acordo com Lima, o protocolo desenvolvido avalia todas as características dos bebês de maneira remota (utilizando ferramentas como WhatsApp, Skype, telefone e formulário online) e, a partir disso, são elaboradas orientações específicas para cada um. "São orientações passadas aos pais por meio de uma cartilha, e eles realizam as atividades com seus filhos por 30 minutos, de três a cinco vezes por semana", descreve ela.  

De acordo com a pesquisadora, bebês com algum tipo de atraso no desenvolvimento são mais suscetíveis a melhoras quando submetidas a tratamentos nos primeiros meses de vida. "Mas, neste momento de distanciamento social, muitos deles estão sem acompanhamento, o que diminui a possibilidade de avanços, para um desenvolvimento pleno", diz ela. O objetivo da pesquisa, portanto, é verificar se o protocolo a distância tem efeitos positivos sobre o desenvolvimento motor, a participação e a interação entre pais e filhos.  

Além disso, Lima afirma que, mesmo quando o isolamento social não se fizer necessário, esse tipo de protocolo online poderá ser importante. "O instrumento permitirá o acesso a orientações para famílias que vivem afastadas, que não têm possibilidade de transporte até centros de Fisioterapia e com dificuldades de contato com os profissionais da Saúde", completa a doutoranda.  

Para realizar a pesquisa, estão sendo procurados para avaliação bebês (entre 0 e 12 meses), com casos de prematuridade ou internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uso de oxigênio ou entubação, ou que tenham passado por reanimação cardiorrespiratória, além de seus pais.  

Os interessados em participar da pesquisa com seus filhos devem entrar em contato com Camila Lima pelo WhatsApp (11) 95783-8540 ou pelo e-mail gambarocamila@gmail.com. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 31256620.5.0000.5504).

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