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Cerca de 9 mil graduados não atuam na área de formação em São Carlos

Número corresponde a 30% dos 30 mil moradores que possuem ensino superior completo no município, aponta dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)

| ACidadeON/São Carlos

Foto: Divulgação

Um levantamento com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontou que cerca de 9 mil pessoas com ensino superior não atuam diretamente na área de formação em São Carlos.  A estimativa é de que haja cerca de 30 mil pessoas que terminaram a faculdade no município.  

Por isso, a Prefeitura de São Carlos e as universidades e instituições estão trabalhando juntas para aumentar as oportunidades locais de trabalho.  

"[esse índice] está pouco acima da média geral pela capacidade que temos de formação na cidade. Hoje trabalhamos de uma forma diferenciada, muito mais com o olhar para o mercado e para o desenvolvimento para que a gente desenvolva qualificação profissional, não só no meio universitário, mas também nos cursos técnicos, de qualificação profissional e de menor duração preparando pessoas para essas mudanças tão evidentes", explicou Walcinyr Bragatto, secretário municipal de Emprego e Renda.  

Atualmente, o Brasil tem 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade para 14,5 milhões de vagas com exigência de curso de Ensino Superior.

Adaptações
Com a crise instalada no mercado há alguns anos, muitos brasileiros partiram para empregos fora da sua área habitual e sentiram a dificuldade em conseguir um emprego.  

Para João Vitor Diagonel, formado em mecatrônica e atuando como técnico de pesquisa, a principal dificuldade após a conclusão do curso foi a exigências das empresas por experiência na área.  

"Quase todas as empresas do ramo pedem um tempo mínimo de experiência na área, e conseguir essa experiência durante a graduação com estágios também é difícil, então você acaba sendo cobrado dessa experiência para conseguir entrar em um mercado e trabalho, mas em contrapartida também é difícil ter a oportunidade de criar essa experiência", disse ele.  

Diante disso, muitos ainda partem para o lado do trabalho por conta própria, como o caso da motorista de aplicativo Viviane Mendes, que se formou em Comunicação Social em 2018, mas não conseguiu oportunidade na região.  

"Quando terminei a faculdade de jornalismo, acabei entregando alguns currículos em São Carlos para tentar trabalhar na área e acabou não sendo fácil. Acabei buscando outra alternativa aqui para não ter que me mudar e para trabalhar e não ficar na mão por enquanto, e acabou que esse novo emprego me deu mais retorno do que se trabalhasse na área", contou a motorista.  

No país, a taxa de desemprego é de 6% entre a população que tem ensino superior completo, de acordo com Naercio. Ela sobe para 14% no grupo que só cursou até o Ensino Médio

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