Aguarde...

cotidiano

Escolas utilizam redes sociais para publicar atividades a alunos

Conteúdos estão sendo compartilhados para incentivar o método EAD, estratégia da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

| ACidadeON/São Carlos

Escolas utilizam redes sociais para publicar atividades a alunos. Foto: Imagem ilustrativa

Em meio a pandemia de coronavírus e suspensão de aulas, as escolas estaduais de São Carlos (SP) estão aproveitando da tecnologia para estimular o aprendizado de seus alunos.  

As atividades estão sendo publicadas nas redes sociais através do sistema de computação em nuvem, que possibilita o armazenamento de dados online, ou até mesmo em imagens explicativas.  

No conteúdo, atividades de todas as matérias e de seus respectivos anos, mas com nenhum conteúdo novo, somente revisões de materiais já estudados. A previsão é de que os alunos possam ter lições de casa até 3 de abril, recesso escolar, podendo ser prorrogado também no período de férias escolares, que vão de 3 a 20 de abril.  

"As escolas estão enviando algumas atividades e sugestões de conteúdo para eles trabalharem e vão continuar fazendo isso durante esse período de recesso escolar e férias porque a gente sabe que não são férias habituais, são devido a circunstancias da Covid-19", explicou Henrique Pimentel Filho, subsecretário de Articulação Interino da Secretaria da Educação.  

Muitos pais e alunos aprovaram a medida, afirmando que isso faz com que o adolescente concentre sua energia em estudos. "É uma boa oportunidade para também se acostumarem com esse tipo de educação e também estudarem, evitando de ficarem com tempo ocioso", contou Juliana de Moraes, mãe de um estudante do 9º ano.  

Aplicativo Minha Escola SP. Foto: Reprodução

Pensando no futuro
Uma das estratégias da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) é o desenvolvimento do conteúdo EAD (ensino a distância), para que o aluno possa absorver ou utilizar dentro de casa caso seja necessário prorrogar as suspensões escolares.  

"Por que a gente já está fazendo isso no período de recesso e férias? Porque a gente não sabe por quanto tempo nossas aulas vão estar suspensas. Temos agora 15 dias de recesso e 15 de férias, mas na sequência entraremos no ano letivo novamente não sabemos se essa situação será normalizada ou não, então é importante que tenhamos estratégias", disse Pimentel Filho.  

De acordo com o subsecretário, a Seduc está trabalhando para ter vídeo aulas, aplicativo e transmissões ao vivo e pensando em outras formas de intensificar o conteúdo.  

"Parte das atividades já vão estar disponíveis, mas o objetivo que estamos tendo com um conteúdo mais robusto já é pensando na necessidade de uma suspensão mais longa", explicou.  

Não há estruturas
Contrária à decisão a diretora Ana Amália Curtarelli, da Associação dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), criticou a possível instalação deste tipo de ensino, afirmando que não se tem a mínima infraestrutura para implantar esse sistema, tanto para professores quanto para alunos.

"Não tem nada regulamentado e não tem nenhuma orientação ou autorização sobre isso. Os professores não tiveram orientação para isso e os alunos menos ainda. Fica muito difícil o Governo achar que pode garantir alguma coisa nesse sentido de educação para o aluno que vai ficar em casa sendo que a maior parte não tem disponibilidade de um computador e de internet para isso", comentou.

Em resposta, a Seduc informou que está estudando outras possibilidades como um aplicativo gratuito e sem uso de internet para tais atividades e que busca parceiros para conseguir viabilizar as estratégias de modo que nenhum aluno fique desamparado.

Mais do ACidade ON