Ex-PM é condenado a 10 anos de prisão por emboscada a empresário de São Carlos

José Novaes Junior foi atingido por nove tiros em fevereiro de 2014 e sobreviveu. Na ocasião, PM era marido da ex-mulher do empresário

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Ex-policial militar é condenado a 10 anos de prisão por emboscada a empresário de São Carlos
 
O ex-policial militar Cláudio Marcelo dos Santos foi condenado a 10 anos de prisão por ser um dos mandantes na emboscada para matar o empresário José Novaes Junior em fevereiro de 2014. A vítima levou nove tiros e sobreviveu.  

O júri popular teve início às 9h de terça-feira (15) e terminou pouco depois da meia-noite. Os sete jurados votaram pela condenação. No julgamento foram ouvidas a vítima e testemunhas de defesa e acusação.  

O ex-policial apresentou três advogados. Segundo o empresário, o ex-policial teria sido expulso da corporação há dois anos. Outra mulher apontada como mandante do crime, a ex-esposa de Novaes, foi denunciada pelo Ministério Público no mês passado. A Justiça acolheu a denúncia, mas ela está fora do país.  

Em 2016, dois homens acusados de atacar o empresário também foram condenados à prisão. Anderson Pereira dos Santos, que efetuou os disparos, foi condenado a dez anos de prisão e Uedson Rodrigues de Souza foi condenado a oito anos.
Ouvido no julgamento, o empresário disse antes da divulgação da sentença que confiava na Justiça.  

"Espero que paguem pelo erro que cometeram, principalmente porque havia duas pessoas dentro do carro, minha filha e minha esposa, que não tinham nada a ver e pelo que eu sei a ordem era matar quem estivesse", afirmou.  

O caso
O empresário sofreu uma emboscada no momento em que saía de sua empresa, na Rodovia Engenheiro Thales de Lorena Peixoto Júnior (SP-318), na companhia da mulher e da filha.  

A família foi surpreendida por dois homens que realizaram 13 disparos. Nove deles atingiram o empresário no peito, barriga e pescoço e, ao ver o marido ferido, a esposa assumiu o volante e fugiu à procura de socorro.  

Ela levou o marido para a base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de onde ele foi levado para a Santa Casa. No hospital, ele teve que passar por uma cirurgia por conta dos ferimentos. Já a mulher e a filha não ficaram feridas.  

Os criminosos deixaram o veículo usado no crime e fugiram em outro carro. Nove meses depois, três suspeitos foram presos. O mandante, um PM que na época era marido da ex-mulher do empresário, também foi detido.  




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