Aguarde...

cotidiano

Polícia conclui investigação de jovem morto por tiro em confraternização

Dono da arma foi indicado como autor dos disparos e responderá por homicídio culposo e porte ilegal de armas. Jonas Ambrósio morreu no último sábado (25), em Dourado (SP)

| ACidadeON/São Carlos

Jonas Ambrósio morreu por disparo de arma de fogo em Dourado (SP). Foto: Arquivo pessoal
A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de Jonas Ambrósio, atingido por um tiro na barriga durante uma confraternização no final de semana, em Dourado (SP). O advogado e dono da arma foi indicado como autor do disparo e responderá por homicídio culposo.  

De acordo com o delegado de Dourado, Reinaldo Machado, na manhã desta terça-feira (28) o advogado prestou depoimento para a Polícia Civil, onde mudou a versão inicial dos fatos e relatou que o disparo aconteceu quando o engenheiro de materiais Jonas Paulo Francis Ambrósio entregou a arma ao advogado.  

O advogado e dono da arma foi indiciado por homicídio culposo, disparo por arma de fogo e porte ilegal de armas. Ele responderá pelo crime em liberdade.  

Família pede por justiça
Em entrevista ao portal ACidade ON, a mãe de Jonas contou que uma testemunha a procurou para falar o que realmente teria acontecido com o filho. Ainda segundo Maria José, familiares e amigos se sentiram indignados com a versão dos fatos apresentada e pediam por justiça.

"Eu não sei nem como descrever o que a gente está sentindo nesse momento. Espero que a justiça seja feita, que seja tudo às claras e que cada um pague pelos seus atos. Ele principalmente, porque foi ele que levou e ele que atirou, mesmo que seja sem querer, e também se teve negligência, se demorou em socorrer meu filho. Eu só quero que tudo seja retratado", desabafou a mãe.  

A Polícia Civil informou na segunda-feira (27) que começou a trabalhar com a possibilidade de não ter sido Jonas o responsável pelo tiro. 

Entenda o caso
O jovem Jonas Ambrósio morreu no último sábado (25), em uma confraternização em um sítio no município. De acordo com o boletim de ocorrência, o revólver calibre 22, de onde veio o tiro, era de um advogado que também participava do churrasco.

Questionado pelos policiais, o dono da arma informou na ocasião que estava praticando tiro contra latinhas de cerveja e a vítima teria pedido para atirar também. No entanto, ele não teria dado permissão e deixou a arma em cima de uma mesa, mas quando retornou, encontrou Jonas com um ferimento na barriga.  

O advogado também relatou que a vítima teria dito que atirou contra ela mesma. Na ocasião, foi apreendida a arma e um estojo deflagrado.

Mais do ACidade ON