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Vizinho teria roubado e matado jovem no Zavaglia, afirma delegado

Iasminn Smargiasse foi encontrada carbonizada em sua residência, no dia 18 de agosto. Suspeito está preso preventivamente e foi indiciado por suspeita de latrocínio.

| ACidadeON/São Carlos -

Casa de Iasmin foi encontrada em chamas pelos Bombeiros. Foto: CBN São Carlos/Arquivo pessoal

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos esclareceu a morte de Iasmin Smargiasse, de 28 anos, encontrada carbonizada, no dia 18 de agosto, em sua residência no Jardim Zavaglia. 

De acordo com o delegado Gilberto Aquino, ela teria sido assassinada por um vizinho, de 44 anos, que também teria subtraído o carro e objetos da vítima. O suspeito está preso desde o dia 27 de agosto e foi indiciado pelo crime de latrocínio. 

O advogado dele, Alex Sampaio Martins, afirmou que está aguardando a produção de algumas provas para traçar a estratégia de defesa. "O que ele passa para a gente é que não teve participação no crime (...). A defesa tem plena convicção da inocência dele. Entretanto, nós estamos aguardando algumas provas para entrar no mérito e comprovar a sua inocência", disse.

Latrocínio 

Segundo apurado pela equipe de investigação da DIG, o suspeito foi flagrado por câmeras de segurança pulando o muro da casa de Iasminn no dia 15 de agosto, um domingo, três dias antes da casa dela ser incendiada e seu corpo ser encontrado. "Você verifica uma cena em que ele atravessa a rua, tenta pular o muro pela primeira vez e não consegue. Ele olha para cima e para baixo, tenta a segunda vez e, na terceira tentativa, ele escala o muro e invade a casa". 

Após o suspeito entrar na casa, o circuito de câmeras foi desligado. A partir disso, a vítima não fez mais contato com ninguém.  

Ainda de acordo com o delegado, a vítima fez o último contato nesse dia com a avó, por volta das 19h40, pedindo para ela levar um carregador de celular na terça-feira. 

A avó de Iasminn estranhou que a neta não falou mais com ela na segunda-feira e avisou outros familiares. 

No entanto, como ninguém conseguiu contato com a vítima, a avó foi até a casa da neta na terça-feira para levar o carregador e foi interceptada pelo investigado. "Ela vê que o portão está trancando, o carro está na garagem, mas a porta está aberta. Nisso ele atravessa rapidamente e tenta induzir a senhora falando: ela não está, ela já saiu cedo e vai voltar só a noite", explicou Aquino.  

Delegado Gilberto de Aquino. Foto: CBN São Carlos

O suspeito teria ficado com o carregador do celular de Iasminn e prometido que iria entregar para ela. Na madrugada de quarta-feira, dia 18 agosto, ocorre um incêndio na casa e o corpo da jovem é encontrado carbonizado.  

Segundo Aquino, a suspeita é que ela já estivesse morta no momento do incêndio: "Segundo o médico legista, ela pode ter morrido até dois dias antes, porque já estava putrefado o cadáver, estava cheirando". No entanto, o delegado ainda aguarda outros laudos periciais. 

Ainda de acordo com a Polícia Civil, foi verificado que o carro e diversos objetos da vítima foram subtraídos do local. "Ele teve de domingo à noite até a noite de terça, madrugada de quarta-feira, foram três dias para ele cometer esse crime e subtrair as coisas da casa", explicou o delegado. 

Interrogatório 

Ao ser interrogado sobre a morte de Iasminn, o suspeito disse aos policiais que pulou o muro da casa após ouvir ela pedindo socorro.  

Além disso, explicou que ela disse que havia uma pessoa no quintal, mas ele não encontrou ninguém e a orientou para que trancasse a casa. 

Depois disso, ainda segundo o investigado, ele não teria mais visto Iasminn. 

No entanto, a versão não convenceu o delegado Gilberto de Aquino, que o indiciou pelo crime de latrocínio e pediu a prisão preventiva dele.  "Ele tem envolvimento e é o principal suspeito desse crime. Ele estava na cena delitiva, tem imagem". 

Por fim, disse que a Polícia Civil segue investigando se houve a participação de outras pessoas na morte de Iasminn. 


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