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Analista do ICMBio foi morto após simulação de assalto, diz Polícia Civil

Corpo de Francisco de Assis Néo, de 58 anos, foi encontrado em Pirassununga 18 dias após o desaparecimento; quatro pessoas estão presas

| ACidadeON/São Carlos -

Francisco de Assis Neo, de 58 anos, está desaparecido desde domingo (27), em Pirassununga. Foto: Reprodução/EPTV

O analista do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Francisco de Assis Neo, de 58 anos, foi assassinado após uma simulação de assalto planejada por um suposto amigo, segundo informou a Polícia Civil de Pirassununga, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11).

Segundo o delegado Maurício Miranda de Queiroz, um suspeito identificado apenas como Vitor, de 23 anos, se dizia amigo de Francisco. Ele teria planejado uma simulação de assalto.

"Vitor ficou incumbido de entrar na casa do Francisco e depois arrumou um motivo para sair da casa com o carro da própria vítima. Ele [Vitor] buscou o segundo assaltante e o levou para dentro da casa, já simulando um assalto, como se o Vitor tivesse sido rendido pelo ladrão. Ai o Francisco foi rendido e levado para a zona rural, onde foi executado", disse o delegado.

Ainda de acordo com o Queiroz, o corpo foi encontrado enterrado em um buraco com o rosto para fora. "O crânio tinha um buraco na região esquerda, que depois ficou confirmado pelo IML que foi provocado por um disparo arma de fogo de trás para frente. Ele estava com as mãos amarradas para trás, com uma corda que passava pelo pescoço", disse o delegado.

Segundo o delegado, além do carro da vítima, que foi encontrado abandonado em Campinas, os suspeitos conseguiram fazer um empréstimo no nome dele. Os outros três suspeitos tiveram apenas o primeiro nome e idade divulgados. São eles: Gabriel, de 21 anos, José, de 24, e Bruno, de 34. 

Polícia de Pirassununga encontra corpo de analista do ICMBio que está desaparecido. Foto: Polícia de Pirassununga
Desaparecimento
Neo foi visto pela última em um baile em Cachoeira de Emas. O carro do funcionário público foi encontrado três dias depois, em Campinas. A empregada foi a primeira pessoa que deu falta do analista, ao chegar na casa dele para trabalhar e não o encontrar. Havia gotas de sangue pelo imóvel.

No dia 14 de abril, o corpo dele foi encontrado enterrado em uma área de difícil acesso e em avançado estado de decomposição. A polícia chegou até o local após receber uma denúncia anônima.

A empregada de Néo foi chamada no Instituto Médico Legal (IML) e reconheceu o shorts, camiseta e o relógio do antigo patrão. Em abril, três pessoas foram presas suspeitas do crime. A polícia não informou quando o quarto suspeito foi preso. 

*Informações do g1 São Carlos e Araraquara. 

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