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Política

Fórum Municipal busca renovação de carteiras de ônibus para usuários de serviço de saúde mental

Na avaliação do Fórum, o que ocorre é uma grave violação de direitos, pois muitos pacientes não possuem recursos financeiros para se locomover até as unidades de atendimento

| ACidadeON/São Carlos

Soraya Mattar Gonçalves, do Fórum de Saúde Mental: apelo em defesa dos pacientes que estão sem transporte desde janeiro
 
Na Tribuna Livre da sessão plenária desta terça-feira (13), a Câmara Municipal recebeu a representante do Fórum Municipal de Saúde Mental, Soraya Mattar Gonçalves, que fez a leitura de um abaixo assinado com mais de 300 assinaturas, reivindicando a renovação das carteiras de ônibus dos usuários de serviço de saúde mental da cidade, que não vem sendo realizada desde janeiro deste ano.

O Fórum Municipal é uma instância de discussão de políticas públicas para os serviços de cuidado à saúde mental no município.  A não renovação das carteiras de ônibus, segundo Soraya, vem provocando grande evasão de serviços com piora considerável do sofrimento mental em casos já graves. Ela entregou cópia do abaixo assinado ao presidente da Câmara, Julio Cesar, que manifestou apoio da Casa e informou que encaminhará cópias aos vereadores. O vereador João Muller sugeriu que o pleito fosse transformado em requerimento conjunto de todos os integrantes do Legislativo.

Cópias do abaixo assinado também serão entregues ao prefeito Airton Garcia e aos secretários municipais de Saúde e de Transporte.  O documento expõe a gravidade do problema gerado pela falta de passes de ônibus para os usuários das unidades de atendimento de saúde mental, que não estão podendo comparecer ao tratamento e nem mesmo obter a medicação necessária, verificando-se a piora dos sintomas.

Na avaliação do Fórum Municipal o que ocorre é uma "grave violação de direitos", pois muitos pacientes não possuem recursos financeiros para se locomover até as unidades de atendimento. No atendimento infanto-juvenil é necessária a presença de um acompanhante e no caso dos adultos, pela intensidade dos sintomas muitos não podem circular sozinhos pela cidade em segurança.

Soraya afirmou que há necessidade de elaboração de lei municipal que atenda ao direito pleiteado, hoje garantido a pessoas com algum tipo de deficiência, mas não aos que sofrem de transtorno mental. Segundo ela, usuários que interrompem tratamento acabam tendo prejuízos à sua saúde, vindo demandar mais recursos financeiros para a intensificação do tratamento, até com internação em último caso.

"Não se economizam recursos públicos cultivando a intensificação do sofrimento mental de uma população. Queremos que a situação seja resolvida o mais rápido possível para o retorno dos necessários atendimentos intensivos nos serviços e para o exercício cidadão de circular pela cidade", concluiu.

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