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Vereador critica projeto que prevê retirada de verba de universidades e da Fapesp

Azuaite Martins de França (Cidadania) citou pesquisadores e autoridades que estudaram em São Carlos ao apresentar moção contra o Projeto de Lei 529/20.

| ACidadeON/São Carlos -

Vereador Azuaite na tribuna da Câmara: "Quem prejudica a Educação, prejudica São Carlos". Foto: Divulgação/ Câmara Municipal de São Carlos
 

A Câmara Municipal de São Carlos aprovou, na sessão plenária desta terça-feira (1º), moção que manifesta apelo à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para que modifique o Projeto de Lei 529/20 encaminhado pelo governador João Dória e impeça o confisco de recursos das universidades públicas paulistas e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).  

Em pronunciamento durante a sessão, o vereador Azuaite Martins de França (Cidadania), autor da moção, observou que o perfil de São Carlos está intimamente ligado à educação e à ciência. Ele citou a tradição educacional do município, que no passado atraiu para seus centros de ensino fundamental o ex-governador Lucas Nogueira Garcez e o atual ministro do STF Gilmar Mendes, e hoje concentra unidades de ensino e pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).  

Lembrou que deste os anos 1950 a cidade atraiu pesquisadores pioneiros, como Sérgio Mascarenhas, Yvonne Primerano Mascarenhas e Milton de Souza, que iniciaram a pesquisa científica que levou a cidade a ser conhecida como a "Capital do Conhecimento".  "Nada do que diz respeito à educação é alheio a São Carlos", disse Azuaite, parafraseando o poeta romano Terêncio, para enfatizar o impacto na comunidade das medidas adotadas pelos governos em relação ao setor. "Quando alguém corta verbas da educação está conspirando contra a cidade de São Carlos e contra o futuro do país", disse.  

Segundo ele, a soma dos orçamentos das universidades sediadas no município e também das duas unidades da Embrapa, representa um valor algumas vezes maior do que o do orçamento municipal. "Mas o maior e melhor produto que as universidades trazem para São Carlos é a qualidade da produção científica, reconhecida pela inovação".  

Azuaite observou que "quando o governador Dória, de forma equivocada, assessorado por secretários que desconhecem o que é fomento de pesquisa, determina cortes de recursos já comprometidos com pesquisa, revela que São Paulo precisa melhorar em termos de educação para passar a ter governadores que entendam que a prioridade máxima do Estado é a educação".  

"O governador e seus auxiliares demonstram incapacidade brutal de entender isso, de entender que pesquisa tem começo, meio e fim, não existe pela metade. Quando a FAPESP financia uma pesquisa de 5 anos, ela empenhou recursos para esse período, não existem sobras, mas o comprometimento futuro, entendido de outra forma pelo governo", afirmou.  

Azuaite defendeu uma mobilização em defesa da autonomia das universidades e contra o bloqueio de recursos para pesquisa científica: "Um projeto dessa natureza não pode de maneira alguma ser aprovado, porque atenta contra a produção científica e nos condena ao atraso tecnológico".
 


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