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PolíticaCPI que apura "delivery" de remédios do SUS escolhe membros

CPI que apura “delivery” de remédios do SUS escolhe membros

A nova comissão de investigação vai se debruçar sobre suspeita de que o prefeito Airton Garcia foi beneficiário de um “esquema” que facilitava a dispensação de remédios de alto custo

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CPI vai investigar delivery de medicamentos públicos para o prefeito Airton Garcia. (Foto: Divulgação)
CPI vai investigar delivery de medicamentos públicos para o prefeito Airton Garcia. (Foto: Divulgação)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o suposto caso de delivery e favorecimento do prefeito Airton Garcia (União) na dispensação de remédios públicos foi instalada na sessão da Câmara de São Carlos de terça-feira (31). Os membros do colegiado foram anunciados pelo Legislativo.

O vereador Paraná Filho (PSB), propositor da nova comissão, será o presidente da investigação, que terá Djalma Nery (PSOL) na relatoria. Elton Carvalho (Republicanos), Professora Neusa (Cidadania) e Lucão Fernandes (MDB) são membros.

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A nova comissão de investigação vai se debruçar sobre suspeita de que o prefeito de São Carlos foi beneficiário de um “esquema” que facilitava a dispensação de remédios de alto custo e “comuns” do Sistema Único de Saúde (SUS). A operadora seria a secretária de Saúde, Jôra Porfírio. Há, segundo o presidente da CPI, outras pessoas que foram favorecidas pelo “delivery”.

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O caso foi denunciado por servidores de carreira e confirmado por meio de mensagens encontradas no celular corporativo de Jôra que foi apreendido em outra CPI. Nele, segundo parlamentares, foram flagradas conversas em que Jôra e a esposa do prefeito, a médica Rosária Mazzini Cunha, teriam combinado a entrega dos medicamentos. A secretária, inclusive, pediu ao Tribunal de Justiça imposição de sigilo nas provas colhidas.

Antes da abertura da CPI, o vereador Paraná Filho chegou a tentar apurar nomes de beneficiários de dispensação de medicamentos de alto custo junto à Secretaria de Saúde, mas foi impedido na sede do órgão. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas. Após discussão, os dados foram repassados ao parlamentar.

O vereador, então, protocolou um pedido de CPI e obteve 15 assinaturas, o dobro do mínimo legal de sete.

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Quatro investigações em aberto
A Câmara de São Carlos tem três CPIs e uma Comissão Processante em andamento, o que tem gerado bastante desgaste ao prefeito de São Carlos.

Uma das CPIs foi aberta em novembro do ano passado para investigar possíveis irregularidades no transporte coletivo. A comissão, porém, não avançou nas apurações.

Mais recentemente, a Câmara abriu a CPI da Primeira-Dama, que apura suposta interferência de Rosária Mazzini Cunha em licitação da Prefeitura. O colegiado está em funcionamento e já realizou diversas oitivas.

A terceira CPI teve instalação ontem e investigará suposto caso de “delivery” de medicamentos em benefício do prefeito Airton Garcia. Contra o prefeito pesa também uma Processante que apura negligência e quebra de decoro em caso de locação de terreno ligado ao político Júlio César Pereira de Souza.

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