19 de julho de 2024
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Tripulação do Inspiration4 retorna do espaço com DNA mais jovem

Pesquisadores descobrem rejuvenescimento temporário dos telômeros após breve estadia em órbita

Estadia em orbita fez diferença (Foto: Reprodução)

A missão Inspiration4, que em 2021 levou quatro civis ao espaço, trouxe uma descoberta fascinante: o DNA dos tripulantes voltou rejuvenescido à Terra, ainda que temporariamente. Esta revelação, resultado de pesquisas da Escola de Medicina Weill Cornell e outras instituições, destaca os efeitos do ambiente espacial no envelhecimento celular humano.

Os resultados foram publicados nas revistas Nature e Nature Communications, oferecendo novas perspectivas para o estudo do DNA humano no espaço e suas implicações para futuras missões espaciais.

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Veja como foi o estudo

Durante os três dias em órbita, Hayley Arceneaux, diretora médica e médica-assistente da missão, coletou amostras de sangue e pele dos tripulantes. Estas amostras foram analisadas imediatamente após o retorno e novamente alguns meses depois. Os resultados, publicados recentemente, mostram que o ambiente espacial provoca mudanças nos marcadores sanguíneos, detectáveis poucas horas após a chegada à órbita.

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Os telômeros, estruturas que protegem os cromossomos e que encurtam com a idade, apresentaram um aumento durante a estadia no espaço. Este fenômeno já havia sido observado em estudos anteriores com o astronauta da NASA Scott Kelly, que passou um ano em órbita.

No entanto, após o retorno à Terra, os telômeros encurtaram rapidamente, ficando menores do que antes do voo. A razão para esse encurtamento ainda não está clara, mas os pesquisadores esperam descobrir maneiras de controlar essa resposta no futuro.

Além das mudanças nos telômeros, os tripulantes da Inspiration4 também experimentaram perda muscular e óssea, além de aumento do estresse cerebral, assim como acontece com astronautas em missões prolongadas. Esses sinais de envelhecimento retornaram aos níveis normais após seis meses.

Os dados obtidos com a missão podem ajudar na seleção de indivíduos geneticamente mais preparados para viagens espaciais, além de possibilitar a busca por formas de mitigar os impactos negativos para aqueles com predisposições desfavoráveis.

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