29 de maio de 2024
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Sustentabilidade

Qual é o continente que aquece mais rápido no mundo?

Europa é o continente que aquece mais rápido, quase o dobro do ritmo médio global; confira detalhes da crise

Crise no clima acende alerta em todo o mundo
Crise no clima acende alerta em todo o mundo (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Você sabe qual é o continente que aquece mais rápido? A Organização Meteorológica Mundial e o Copernicus divulgaram novas informações alarmantes sobre a mudança climática global nesta segunda-feira (22). As entidades advertiram sobre as consequências para a saúde humana, o derretimento de geleiras e a atividade econômica. Além disso, foi informado também qual é o continente que mais aquece.

Qual é o continente que aquece mais rápido no mundo?

A Europa é o continente de aquecimento mais acelerado e suas temperaturas aumentam quase o dobro da velocidade média global.

Assim, as duas organizações apontaram em relatório conjunto que o continente tem a oportunidade de desenvolver estratégias específicas para acelerar a transição para recursos renováveis, como a energia eólica, a solar e a hidrelétrica, em resposta aos efeitos da mudança climática.

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Recursos renováveis

No ano passado, o continente gerou 43% de sua eletricidade a partir de recursos renováveis, em comparação com 36% do ano anterior, afirmam as agências em seu relatório anual do Estado do Clima na Europa. Pelo segundo ano consecutivo, mais energia foi gerada na Europa a partir de fontes renováveis do que de combustíveis fósseis.

As médias dos últimos cinco anos revelam que as temperaturas atuais na Europa estão 2,3 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, em comparação com o aumento global de 1,3 ºC, de acordo com o estudo. A cifra está apenas abaixo da meta estabelecida no Acordo de Paris de 2015, assinado por quase 200 países, para limitar o aquecimento global a 1,5 ºC.

“A Europa registrou mais um ano de aumento nas temperaturas e de intensificação de eventos climáticos extremos, incluindo estresse térmico com temperaturas recordes, incêndios florestais, ondas de calor, perda de gelo nas geleiras e falta de neve”,

indicou Elisabeth Hamdouch, subdiretora de unidade para o Copernicus na comissão executiva da UE.

Relatório inclui alerta vermelho

Dessa forma, o relatório é um complemento continental ao relatório da Organização Meteorológica Mundial sobre o estado do clima global, que é publicado anualmente há três décadas. A versão 2024 incluiu um “alerta vermelho” de que o mundo não está fazendo o suficiente para combater as consequências do aquecimento global.

O Copernicus informou que março foi o décimo mês consecutivo a estabelecer um recorde mensal de altas temperaturas. A temperatura média da superfície do oceano em frente à Europa alcançou seu nível mais alto em 2023, de acordo com o relatório europeu.

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Nesse sentido, o relatório europeu deste ano concentra-se no impacto das altas temperaturas na saúde humana, destacando o aumento de mortes relacionadas ao calor em todo o continente. No ano passado, a estimativa é de mais de 150 óbitos como consequência direta de tempestades, inundações e incêndios florestais.

Custos das perdas

Assim, custo das perdas econômicas relacionadas ao clima em 2023 alcançou cerca de 13,4 milhões de euros (R$ 74,5 bilhões).

“Centenas de milhares de pessoas foram afetadas por eventos climáticos extremos em 2023, que foram responsáveis por grandes perdas em nível continental, estimadas em pelo menos dezenas de bilhões de euros”, disse o diretor do Copernicus, Carlo Buontempo. “Infelizmente, é improvável que esses números diminuam, pelo menos no futuro próximo”.

O clima extremo alimentou ondas de calor, incêndios florestais, secas e inundações, conforme o relatório. As altas temperaturas contribuíram para a perda de gelo nas geleiras do continente, incluindo os Alpes. Nos últimos dois anos, eles perderam cerca de 10% de seu gelo restante.

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No entanto, os autores do estudo destacaram algumas exceções, como o fato de as temperaturas permanecerem abaixo da média na Escandinávia e na Islândia. Por outro lado, elas ainda estão acima da média em todo o continente em geral.

*Com informações de Agência Estado.

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Anthony Souza

editor
É jornalista e analista de Mídias Digitais Jr. do Grupo EP. Tem experiência com reportagens multimídia e produção de web documentário. É formado em jornalismo pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e tem afinidade com produção e edição de conteúdo para as redes sociais. Está no grupo desde 2022.
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