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Coronavírus impacta balança comercial no primeiro trimestre

Atividade agrícola lidera exportações e importações de Araraquara neste primeiro trimestre do ano

| ACidadeON/Araraquara

Produtos e máquinas agrícolas lideram balança comercial araraquarense (Foto: Reprodução)

A balança comercial de Araraquara, que leva em conta as exportações e as importações realizadas com o resto do mundo, registrou superávit de US$ 105,6 milhões no primeiro trimestre de 2020, posicionando o município no 22º lugar do ranking paulista de exportações. No entanto, o montante é 16,4% menor que o saldo positivo de US$ 126,2 milhões obtido no mesmo período do ano passado. Os dados são do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, com base nos dados divulgados pelo Ministério do Comércio Exterior.

A redução acontece em meio à desaceleração da economia mundial, processo que vem se intensificando com o avanço da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Em relação ao ranking de países importadores, Holanda, Estados Unidos e China mantiveram-se posicionados nos três primeiros lugares, mas com queda no valor total transacionado, como explica Marcelo Cossalter, economista do núcleo.

"Quando olhamos para os principais países que compram de Araraquara, eles continuam se mantendo entre os três primeiros lugares no nosso comércio, mas todos eles sofreram uma queda da quantidade comprada da cidade. Então, a Holanda, por exemplo, tinha comprado R$ 72 milhões e reduziu sua demanda em aproximadamente 6,5% no primeiro trimestre de 2020. Os países tem direcionado os recursos para reforçar sua própria economia", explica.

De acordo com os dados, de janeiro a março de 2020, as exportações em Araraquara somaram US$ 120,2 milhões, valor 12,2% menor do que os R$ 136,8 milhões registrados no mesmo período de 2019. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 14,6 milhões - alta de 37,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
 
Em Araraquara as importações no primeiro trimestre de 2020 registraram um aumento de 37,9% quando comparadas ao mesmo período do ano anterior. De um ano para outro, os produtos mais importados se diferenciam parcialmente. No primeiro trimestre de 2019, os adubos, fertilizantes, queijos e máquinas e equipamentos relacionados à atividade agrícola foram os itens mais importados. Já em 2020, os produtos resumiram-se em filé de peixe, máquinas e aparelhos relacionados à atividade agrícola e álcool etílico.
 
Para o economista, com a desvalorização do Real antes da pandemia, as exportações poderiam ganhar incremento. Porém, com a queda na demanda mundial de commodities superou a vantagem brasileira de ter a moeda barata no mercado internacional, prejudicando as exportações cotadas em dólar.
 
"No lado das importações essa desvalorização da moeda encarece a compra de bens estrangeiros, então nós precisamos de mais reais para comprar a mesma quantidade de dólar e os bens estrangeiros estão mais caros do ponto de vista de quem detém o real para comprar. E como temos vivido um período de elevada incerteza, por mais que as empresas recorram a instrumentos financeiros para se proteger da variação do dólar, a volatividade se torna excessiva nos mercados e torna difícil essa proteção do comércio doméstico", finaliza.

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