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Escolas infantis renegociam mensalidades para evitar prejuízos

Inadimplência no setor já registrou aumento de 20% em cidades como Araraquara e São Carlos

| ACidadeON/Araraquara

 

Escolas infantis renegociam mensalidades (Foto: ReproduçãoEPTV)

Escolas infantis de Araraquara e São Carlos registraram um aumento de 20% na inadimplência e rescisão de contratos no último mês devido à crise gerada pela quarentena contra o coronavírus.
 
Em Araraquara, a escolinha da empresária Ana Paula Ribeiro existe há mais de 20 anos e nunca tinha passado por um crise nessa proporção.

Para não demitir as professoras, que estão em casa, ela renegociou mensalidades que custam até R$ 600. "O desemprego começou bem antes do que a gente previa. As empresas ficaram desesperadas e começaram a renegociar salários e suspender contratos e isso afetou a gente logo no começo", afirma a empresária. 

Os acordos foram feitos individualmente, de acordo com a realidade enfrentada pelos responsáveis das crianças, para tentar minimizar a inadimplência que passou de 4% para 20% em abril.

Em São Carlos, três profissionais podem não ser mais contratados em uma escola de educação infantil porque das 150 crianças que estudam na instituição 18 foram desmatriculadas durante a pandemia pelos responsáveis. 

Para não perder mais estudantes, a direção ofereceu um desconto na mensalidade do próximo mês. A empresária Simone dos Santos, mãe da Marina lóren dos Santos, de 5 anos, explica que a medida foi importante para manter a menina na escola.

"A gente tem uma empresa de alimentação, então, eu continuo trabalhando e tenho que pagar uma outra pessoa para olhar ela nesse período que estou trabalhando", explica a mãe.  

Na cidade, a inadimplência das escolas infantis particulares vai de 20% a 50%. A Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar) orientou que o ideal é negociar caso a caso de acordo com a necessidade e que algumas escolas oferecem até 30% de desconto nesse período de crise.

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