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Demissões em Araraquara aumentaram 30% entre março e abril

Também aumentou o número de trabalhadores em férias e muitas empresas optaram pela redução de jornada

| ACidadeON/Araraquara

Lojas de Araraquara estão fechadas em quarentena desde março (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)
 
Desemprego, redução de jornada de trabalho, férias compulsórias e redução de salário já são realidade em Araraquara. As informações são de um estudo realizado pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), que analisou dados de escritório contábeis responsáveis pelo gerenciamento financeiro de empresas na cidade em dois períodos diferentes da pandemia. O resumo do balanço é que as demissões na cidade já atingiram 849 trabalhadores.

Para entender os impactos do cenário de demissões foram analisados dois períodos entre março e abril. No primeiro recorte, de 24 de março a 7 de abril, foram analisados dados de 13 escritórios de contabilidade de Araraquara. Essas empresas são as responsáveis por cuidar de assuntos trabalhistas de 2.262 empresas. Um total de 10.906 trabalhadores. Na sequência, os dados foram confrontados com o segundo período da pandemia, de 8 a 22 de abril, com quatro escritórios contábeis da cidade, abrangendo um total de 729 empresas e 2.897 trabalhadores

Segundo o estudo, as demissões saltaram, de um período para outro, de 294 para 358. Um aumento de quase 30%. Além de trabalhadores dispensados, as empresas optaram também por corte de salários ou férias coletivas ou compulsórias, como explica o economista do núcleo João Delarissa.

"O número de dispensas aumentou 30% entre a primeira e a segunda fase da quarentena. Houve aumento de 9% no adiantamento de férias; 94% dos trabalhadores tiveram redução de jornada e 170% tiveram suspensão de contrato", diz o economista.

Alguns setores estão sofrendo mais, como é o caso do setor de serviços. "Principalmente no setor de bares, restaurantes, hotéis e similares", diz ele.

O estudo aponta que a suspensão temporária de contratos e a redução da jornada de trabalho e salários têm se apresentado como mecanismos viáveis para que as empresas reduzam seus gastos, mantendo o quadro de funcionários mesmo com a dificuldade de obter receitas minimamente coerentes com o custo de manutenção do negócio.

Ainda de acordo com a entidade, diante do risco potencial de se manter um alto número de empregados em férias ou com seus contratos suspensos, é fundamental que as empresas busquem formas de recriar e remodelar os serviços e produtos ofertados, buscando aumentar a resistência financeira, em um momento de elevada instabilidade tanto do investimento, como do consumo.


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