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Espaço do leitor: Ferroviária, sonho de um visionário em reconstrução

Ditinho da Estrada de Ferro presta sua homenagem a Locomotiva Grená que completa 69 anos de fundação

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Tudo começou naquele 12 de abril de 1950, quando o entusiasmado engenheiro da Estrada de Ferro de Araraquara, Antônio Tavares Pereira Lima, reuniu os chefes das oficinas e departamentos administrativos da ferrovia para sacramentar a fundação da Associação Ferroviária de Esportes. 

Em 10 de junho de 1951, o visionário Pereira Lima inaugurava o estádio Adhemar Pereira de Barros, a Fonte Luminosa, com a Ferroviária enfrentado a base da Seleção Brasileira, o Clube de Regatas Vasco da Gama. O placar adverso de 5 a 0 para os cariocas não desanimou a brava gente ferroviária.  

Estádio Doutor Adhemar Pereira de Barros, a Fonte Luminosa. (Foto: Arquivo Tetê Viviani)

Não demorou muito. Em 15 de abril de 1956, a Ferroviária goleava o Botafogo de Ribeirão Preto por 6 a 3 e conquistava o primeiro acesso à elite do futebol paulista. 

O clube disputou mais de 40 campeonatos paulistas da divisão principal, portanto, diretoria, elenco e torcida curtiram o paraíso por tempo. Mas a queda do céu, em 1996, levou a Locomotiva por trilhos secundários enfrentando obstáculos e amargando o inferno das divisões inferiores por 19 anos.  

Ferroviária (de amarelo) e Ituano fizeram o jogo de abertura da Fonte Luminosa, já como Arena. (Foto: Arquivo Tetê Viviani)

Em 2015, a reconstrução da plataforma teve reinício com o tão sonhado acesso à Série A1. A cidade ajudou a recolocar a Locomotiva nos trilhos da felicidade, os quais se mantém com participação nas quarta de final deste ano e com vaga garantida para 2020. 

O resgate do futebol caminha bem e há possibilidades reais de avançar no cenário popular com as disputas da quarta divisão, Série D, do Brasileiro. O primeiro passo foi a renovação de contrato do competente técnico Vinicius Munhoz.
Já as perdas patrimoniais levaram um tempo maior para serem recuperadas. A sede administrativa no Centro, o alojamento no bairro São Geraldo, o estádio e o clube social numa área nobre não mais pertencem ao clube da Estrada.  

Ferroviária conquista o acesso em Guaratinguetá, em 2015. (Foto: Arquivo Tetê Viviani)

Os novos conceitos da modernidade do futebol já dispensam esses bens patrimoniais. Agora, a tendência natural é um centro de treinamento de alto rendimento para os profissionais, e outro para a formação de atletas que contemple todas as categorias de base e também o futebol feminino. 

O aniversário de 69 anos é da Ferroviária e ela merece todos os aplausos, principalmente, neste momento de perda de identidade do futebol do interior com clubes mudando de cidade e negociando vagas no cenário nacional. 

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