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Nos jogos pós-paralisação do Paulistão, a Locomotiva começou bem, tropeçou e se estabilizou, tudo isso em apenas quatro confrontos

| ACidadeON/Araraquara

Arena da Fonte (Foto Arquivo: Amanda Rocha/ACidadeON)



Nos jogos pós-paralisação do Paulistão, a Locomotiva começou bem, tropeçou e se estabilizou, tudo isso em apenas quatro confrontos.  

Esses embates foram, respectivamente, contra Corinthians, Novorizontino, Guarani e Red Bull Bragantino. 

No primeiro defronte, a Locomotiva recebeu e derrotou com autoridade a equipe mista do Corinthians, propondo o jogo, sendo superior em finalizações e vendo as estrelas de Higor Meritão e Xandão brilharem, em decorrência dos gols marcados.  

Dessa forma, a equipe araraquarense desbancou a invencibilidade de 10 jogos do Corinthians e somou três pontos importantes na briga pela classificação, vendo a distância para a Ponte Preta aumentar. 

Porém, a animação de uma vitória sobre o Corinthians, que não ocorria desde 2017, foi logo exonerada após problemas extracampo: em entrevista à uma rádio goiana, Pintado se portou como futuro treinador do Goiás e afirmou à CBN que "a missão já estava cumprida". 

Dessa forma, a Locomotiva foi até Novo Horizonte para enfrentar o tigre aurinegro com um astral que não justificava a importante vitória no jogo que fora passado.  

A Locomotiva sofreu um baque duro e perdeu por 3 a 1, em um jogo horrível por parte da equipe de Araraquara, com apenas Rogério tendo tido uma boa atuação. 

Dando sequência à empreitada grená, a Ferroviária recebeu o Guarani e abriu o placar com o artilheiro do campeonato, Bruno Mezenga, mas rapidamente viu seu posto de vencedor temporário ser evaporado. 

Em mais uma partida que faltou gás para a segunda etapa, a Ferroviária teve erros cruciais e saiu derrotada em um jogo de extrema importância na sequência do campeonato, como o de Xandão e Arthur no primeiro gol e o de Saulo no segundo tento bugrino.  

Essa derrota permitiu a Ponte Preta igualar a Locomotiva em número de pontos, ameaçando assim a sua segunda colocação no grupo B.  

Por fim, a Locomotiva foi visitar o Red Bull Bragantino no último domingo. No embate, que contou com time reserva do Bragantino e uma situação precária do gramado, a Locomotiva foi superior em todo o jogo, mas desperdiçou chances, incluindo um pênalti perdido por Rogério, e saiu apenas com um empate de Bragança Paulista. 

Além disso, vale ressaltar que, em nenhum desses quatro confrontos a Ferroviária repetiu as escalações, seja por problemas físicos ou por escolha do até então técnico Pintado. 

E falando sobre o treinador Pintado, a notícia que o ex-jogador do São Paulo poderia sair da Ferroviária não era novidade, mas a forma, a data e espontaneidade sobre o anúncio pegaram todos de surpresa, visto que o time veio de uma melhora absurda do jogo contra o Guarani para o embate frente o Bragantino.  

Somado a isso, o assumir de Elano, que em tese já estava acertado com a Ferroviária para a disputa da Série D, teve de ser antecipado pela a ausência de um comandante para o restante da competição, visto que o Goiás contratou o nosso. 

Como conclusão, é entendível que temos uma relação inversa: de forma que no começo do campeonato a Ferroviária demorou demais nas escolhas, no momento atual a Locomotiva acelera demais nas decisões, mesmo que seja uma ansiedade necessária no momento que pode decidir a vida da Ferroviária para o restante do torneio.  

Um passo por vez, um pé na frente do outro, nós iremos andar normalmente.