Aguarde...

ACidadeON

Voltar

colunistas e blogs

Mais um jogo que vale seis pontos para a Locomotiva

Uma vitória praticamente afasta as chances de rebaixamento da Ferroviária, ao passo que empurra o Água Santa, de uma vez por todas, na luta contra descenso

| ACidadeON

Ferroviária goleou o Oeste por 5 a 1 e garantiu primeira vitoria no Paulistão (Foto: Divulgação/Jonatan Dutra/AFE)
Em Diadema, nesse sábado (7), a Ferroviária enfrentará o Água Santa pela quinta rodada do Campeonato Paulista, disputando mais um jogo de seis pontos pela competição.  

Com quatro pontos somados até o momento, conseguir uma vitória nesse final de semana praticamente afasta as chances de rebaixamento do time afeano, ao passo que empurra, de uma vez por todas, a equipe de Diadema, que tem um ponto conquistado em quatro jogos, na luta contra descenso.  

Se for derrotada, a Locomotiva empata em pontos com o Netuno, e volta a se embolar com os times da parte de baixo da tabela.  

Assim é o Paulistão: um campeonato de mata-mata disputado na fórmula dos pontos corridos.  

Desde a primeira rodada, o treinador Sérgio Soares ainda não repetiu a escalação em nenhuma partida. Entretanto, é possível que a tendência mude depois da vitória expressiva por 5 a 1, contra o Oeste, em Barueri.  

Um resultado que eleva a confiança da equipe, mas que foi conquistado em um jogo com condições atípicas. Em decorrência da chuva, o gramado impôs que a partida fosse jogada em transição com bola longa. Nessas situações, a avaliação sobre o desempenho fica comprometida.  

De qualquer forma, como já havia sido demonstrado no jogo contra o São Paulo, a Ferroviária deixou evidente que tem melhorado sua performance quando atua buscando o ataque direto, aproveitando as diagonais de Felipe Ferreira e a mobilidade de Claudinho.  

Em Barueri, Sérgio Soares apostou na troca de Henan por Hygor, colocando um extremo posicionado como atacante centralizado. O objetivo foi, justamente, potencializar a transição rápida, tendo como objetivo ter um jogador em profundidade para infiltrar nos espaços vazios. Além disso, Mazinho ganhou a vaga que era de Pablo, pela combatividade que entrega ao meio-campo.  

Contudo, penso que Pablo também marca em alta intensidade, como ficou comprovado no jogo contra o tricolor do Morumbi. Também acredito que sua capacidade de reter a bola é importante para atrair a marcação rival e abrir espaços em outras regiões do campo que, desocupadas, podem ser alvos de ataques em transição.  

De qualquer modo, os testes feitos contra os inquilinos de Barueri ainda não puderam ser suficientemente examinados.  

O fato é que, contra o Água Santa, a Locomotiva deve escalar: Saulo; Lucas Mendes, Rayan, Max e Bruno Recife; Mazinho, Tony e Fellipe Mateus; Claudinho, Felipe Ferreira e Hygor. Se houver alguma alteração, é possível que seja a entrada do zagueiro Carlão, que vem sofrendo com problemas físicos, no lugar de Max, um indício deixado pelo próprio Sérgio Soares em sua última coletiva de imprensa.  

Carlão, que foi titular contra o São Paulo, inclusive, também jogaria contra o Oeste, mas o atleta se lesionou no vestiário, às vésperas de começar a peleja.  

Das alternativas que ainda não foram testadas por Sérgio Soares, gostaria de ver Claudinho atuando por dentro, posicionado de forma similar à que jogou na Copa São Paulo desse ano, em que foi um meia interior.   

A agressividade, o drible e o bom passe de Claudinho podem ser úteis pela zona central, ainda mais se estiver acompanhado por Tony no meio e Felipe Ferreira e Hygor pelos lados do campo. Do meu ponto de vista, maximizaria o jogo de transição afeano.  

Pela zona central do ataque, insistiria com Henan, ou daria mais tempo para Yuri.  

O elenco oferece boas alternativas. Que a pressão por resultado não tire de Sérgio Soares o tempo para encontrá-las. 

Mais do ACidade ON