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Retirada de lodo da Estação de Tratamento de Esgotos custará R$ 2 milhões

Medida é necessária para melhorar a qualidade do tratamento que caiu nos últimos anos devido ao acumulo de sedimentos

| ACidadeON/Araraquara

Estação de Tratamento de Esgotos de Araraquara (Foto: Divulgação)
 
A retirada do lodo de quatro represas da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Araraquara vai custar mais de R$ 2 milhões. A informação é do Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae), que conseguiu levantar boa parte dos recursos com o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). O órgão deve pagar R$ 1,5 milhão e a autarquia araraquarense custeará o restante.  

No fundo das 2 lagoas de aeração e das 2 de sedimentação têm aproximadamente 140 mil m³ de lodo, algo como 60 piscinas olímpicas cheias desse material.  

O projeto aprovado é a primeira fase de um programa de recuperação da Estação de Tratamento de Esgoto, cujo objetivo é melhorar a eficácia do tratamento do volume de esgoto recebido pelas lagoas, bem como prolongar a vida útil delas.  

A estação está localizada às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros SP 255, entre Araraquara e Boa Esperança do Sul. Ela recebe e trata todo o resíduo das residências da cidade, exceto de Bueno de Andrada, que tem sua própria estação.  

O projeto propõe a colocação de uma draga de sucção que vai retirar os sedimentos que depois deverão ficar expostos para secagem e posterior descarte em aterro sanitário.  

O superintendente do Daae Marcos Isidoro, diz que o projeto inicial previa a colocação desse lodo em enormes sacos, chamados de bags. "Essa é uma alternativa mais lenta já que teríamos que construir uma outra lagoa de contenção para colocar esses bags, esperar desaguar e secar para então transportar. Agora estamos estudando outras tecnologias como o desaguamento por prensagem. Aí nós retiramos o lodo, prensamos esse material e ele já fica em uma densidade, e em um grau de umidade, mais adequado para que possamos dispor ele no aterro". Esse novo método é considerado mais rápido, eficiente e barato, segundo o superintende.  

O Daae prevê começar as obras em até 6 meses.


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