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Carteiros de Araraquara adiam decisão de greve para analisar proposta salarial

Tribunal Superior do Trabalho propôs reposição da inflação e manutenção de acordo firmado em 2017

| ACidadeON/Araraquara

 
Os carteiros de Araraquara seguiram a recomendação do sindicato que representa a categoria e adiaram a greve que seria desencadeada nesta quarta-feira (08). A decisão foi tomada na noite de ontem (08) em assembleia realizada em frente à Prefeitura de Araraquara. A categoria segue em estado de greve e afirma que pode parar a qualquer momento. Eles pedem reajuste salarial e manutenção de benefícios.  

A trégua ocorreu depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) propôs um reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que no último ano acumula 3,53%, além de manter o acordo coletivo assinado pela categoria no ano passado.  

Apesar de não ser nem metade dos 8% exigidos pela categoria, é bem melhor do que a oferta feita pelos Correios, de 2,21% de aumento nos salários e mudanças em pelo menos oito cláusulas do acordo assinado em 2017. É exatamente nessas alterações que há maior discordância entre os dois lados.  

Segundo os carteiros, a categoria perderia importantes benefício. O ticket alimentação, por exemplo, é dividido em dois vales que, juntos, correspondem a R$ 1.181. A proposta dos Correios reduziria esse benefício quase que pela metade. "Eles querem também descontar o vale do nosso pagamento em escala de 5%, 10%, 15% e 20%, de acordo com o salário do trabalhador. Isso aliado a outros descontos que eles também estão propondo, como o pagamento do plano de saúde, retirada do vale-cultura o que deixaria o funcionário quase sem salário", reclamou o delegado do sindicato Maurício Antônio de Túlio.  

Além do reajuste percentual de 8% os trabalhadores também pedem um acréscimo linear de R$ 300 e o fim da cobrança de mensalidade dos planos de saúde. "A proposta anterior dos Correios nos oferecia basicamente em torno de R$ 400 a R$ 500 de aumento anual, somando os 12 meses e a retirada de benefícios da categoria que eles querem fazer gira em torno de R$ 5 mil e R$ 5,5 mil dependendo do salário de cada funcionário. Que reajuste é esse?", questionou o delegado sindical Alexandre Antônio Soares.  

A proposta do TST, que age para mediar o conflito acalmou os ânimos da categoria, mas não garante o fim do impasse já que os Correios precisam aceitar os termos.  

Por todo país ainda devem ocorrer assembleias da categoria para decidir sobre a aceitação da proposta. Os Correios ainda não se manifestaram a respeito da proposta do TST.  

Carteiros se reuniram em frente à Prefeitura de Araraquara na noite de terça-feira (08)

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