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Escola onde menina de 10 anos foi picada por escorpião passa por vistoria

Algumas medidas preventivas devem ser tomadas, como por exemplo, fechar as fendas nas calçadas

| ACidadeON/Araraquara

Escola fica no Parque Dom Pedro, região próxima ao Santa Angelina (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)
Uma equipe do Centro de Controle de Vetores e Fauna Sinantrópica fez uma vistoria na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Roberto Pádua de Camargo, no Jardim Dom Pedro, Zona Norte de Araraquara.  

A medida acontece porque na última terça-feira (13), um escorpião amarelo foi capturado no interior de uma sala utilizada para atividades complementares, depois de picar uma menina de 10 anos, estudante do 4º ano do ensino fundamental.   

De acordo com a diretora da EMEF José Roberto Pádua de Camargo, Luciana Marchezini Rosário Alves, a equipe que fez uma vistoria minuciosa apontou algumas medidas preventivas, que devem ser adotadas nos próximos dias. "Eles nos apontaram algumas pequenas fendas na calçada da escola, que podem servir de esconderijo para escorpião. Nós já vamos calafetar. E também vamos resolver uma pequena queda no terreno, nos fundos da escola, que pode vir a acumular terra. São reparos que vamos providenciar rapidamente", afirma Luciana.  

Entenda o caso
Uma garota de 10 anos foi picada em sala de aula. Diante do ocorrido, o Samu foi acionado, mas antes da chegada da viatura a família levou a menina para a UPA Central, onde ela chegou em bom estado de saúde e ficou em observação. A equipe do Centro de Tratamento Regional de Acidente por Animais Peçonhentos de Araraquara (Centrap), que fica na Vila Xavier, foi enviada para a UPA Central para acompanhar o caso de perto.  

Felizmente, a equipe médica que a atendeu afirmou à família que o veneno não havia sido inoculado, ou seja, não havia sido transmitido para a menina e, por isso, não foi necessária a aplicação do soro antiescorpiônico.  

De acordo com a diretora da EMEF, Luciana Marchezini Rosário Alves, a aluna já está bem. "Nossa preocupação é manter sempre nossa escola limpa, livre de qualquer tipo de risco. A unidade segue todas as orientações para prevenção ao animal, como a instalação de ralos que abrem e fecham e o cuidado para evitar acúmulo de folhas, mas sabemos que estamos numa região cercada de mata e, por isso, precisamos de atenção e cuidado redobrados. O que importa é a segurança dos nossos alunos, da comunidade escolar", enfatiza a diretora.    

Escorpião lidera ataques no estado de São Paulo
Ações preventivas
A equipe de controle de sinantrópicos já vem realizando uma série de ações nas proximidades da escola (região do Santa Angelina, Parque Dom Pedro, Vale do Sol), em especial orientações a estabelecimentos e residências sobre formas de se evitar aparecimento de escorpiões.
 
Enquanto na zona rural é comum ser encontrado o escorpião marrom, nas cidades é mais comum o amarelo, responsável por grandes números de acidentes em todo o Brasil.  

Mas medidas simples podem evitar a infestação desses animais, como manter vedados os ralos e sifões em forma de S, conservar a borrachinha inferior das portas e não deixar lixo mal acondicionado.  

O gerente de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde, Luís Eduardo Tagliacozzo, explica que o escorpião tem se adaptado nas galerias de águas pluviais e na rede de esgoto das cidades, locais em que encontra seu alimento principal, a barata.   

"Essa forma de adaptação vem ocorrendo há tempos e quando este peçonhento é encontrado fora desses locais é porque há outro espaço propício, como mato em excesso e sujeira em terrenos baldios. Frestas e rachaduras de paredes e janelas sem proteção de telas milimétricas podem esconder e dar acesso ao escorpião", pontua. Conforme explicou Eduardo, é comum nesta época de calor o peçonhento sair das galerias em busca de alimentos. "Porque a barata também sai e o escorpião acaba encontrando outros locais propícios para se alojar, principalmente perto de córregos ou rios".
 
O risco de complicações é maior para crianças e idoso em relação à picada de escorpião e a orientação básica é procurar a UPA Central, onde existe um centro de tratamento contra ataques de animais peçonhentos em geral.


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