Aguarde...

cotidiano

Uniara produz máscaras 3D para doação ao setor da saúde

A meta é fazer 150 máscaras e distribuir em hospitais da região, já que o equipamento de proteção está em falta no mercado

| ACidadeON/Araraquara

Uniara produz máscaras 3D para doação ao setor da saúde
Alunos e professores do laboratório de tecnologia tridimensional da Universidade de Araraquara estão empenhados na produção de máscara de proteção individual para proteger trabalhadores da saúde empenhados no combate ao coronavírus. 

Para fazer o trabalho, os envolvidos utilizam três impressoras 3D que imprimem os suportes dessas máscaras que são presos na cabeça. Esse suporte impresso pelas impressoras também sustenta uma viseira de acetato transparente que cobre todo o rosto, evitando contato com gotículas, salivas e fluidos nasais. Esse equipamento é conhecido no mercado como Face Shild. 

De acordo com o coordenador do curso de pós-graduação em biotecnologia da universidade, André Capaldo, que está à frente do laboratório, trata-se de uma iniciativa importante que está envolvendo alunos e professores na universidade. A máscara foi apresentada para profissionais da saúde da cidade, que escolheram o modelo mais adequado. 

"Como a gente já trabalha com tecnologia tridimensional, para ajudar na parte da medicina, priorizamos o trabalho de impressão para também produzir as máscaras e poder contribuir com Araraquara e região, com o fornecimento dessas máscaras. Nesta semana realizamos uma primeira apresentação aos profissionais de saúde da UTI da Santa Casa e do Sesa, onde definimos o melhor tipo de máscara", explica. 

O professor conta que cada impressora leva em torno de 4 horas para imprimir um suporte, que depois é anexado às demais partes da máscara já prontas. Doze máscaras já foram entregues à Santa Casa de Araraquara. A ideia, de acordo com o André Capaldo, é produzir cerca de 30 máscaras por semana. A meta é fazer 150 peças serão doadas, também, para hospitais da região. 

A maior vantagem do equipamento é que eles não são descartáveis e podem ser reutilizados depois de uma higienização adequada. "Essas máscaras não são descartáveis e isso é interessante. Elas podem ser higienizadas e reutilizadas. Então, não podemos ter uma produção tão alta como das convencionais. Uma vez higienizada corretamente, você pode voltar usar a máscara em tempo hábil e é bom ter sempre peças de reposição para a troca de viseira, elástico e outras peças".  

As impressoras 3D utilizam polímeros termoplásticos em formato de fios para a confecção do produto. O grande desafio é aumentar a produção, ampliando o número de impressoras. Empresas e profissionais que tenham esse tipo de impresso podem auxiliar muito, acelerando a produção. 

"O que estamos fazendo hoje é recrutar colaboradores para aumentar a capacidade operacional. então, nós temos uma capacidade de produzir de duas a três máscaras por dia. Estamos em contato com outras impressoras, como São Carlos e Ribeirão Preto. Estamos em contato com adeptos das impressoras 3D aqui de Araraquara para aumentar a capacidade de impressão", ressalta.  

Para participar da produção dessas máscaras, quem conta com uma impressora 3D ou pode fazer doação de polímeros termoplásticos deve fazer contato com a universidade pelo (16) 3301-7100.

Mais do ACidade ON