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Demitidos de supermercado estão sem receber verbas rescisórias

Mais de 50 trabalhadores foram dispensados da Rede Sempre Vale e reclamam da falta de pagamento dos direitos trabalhistas; supermercado não fala sobre o assunto

| ACidadeON/Araraquara

Demitidos reclamam que não estão recebendo os direitos trabalhistas (Foto: Reprodução/Internet)
 
Há um mês cerca de 50 funcionários desligados da Rede Sempre Vale tentam receber direitos trabalhistas. Os cortes aconteceram no final de maio nas unidades do Carmo, Santa Angelina e São José.

Vale lembrar que o mesmo aconteceu com trabalhadores da unidade da Vila Xavier, que foi vendida para outra empresa. Neste caso, o Ministério Público Trabalho apura a denúncia.

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Novamente funcionários relatam que nenhum direito trabalhista foi pago pela empresa, que afirma não ter condições de arcar com essas despesas.

A auxiliar de cozinha Eliáde Pedrassoli Lima trabalhou por sete anos no supermercado Sempre Vale Do Santa Angelina. Ela foi desligada no dia 30 de maio, juntamente com outros 18 funcionários. Até hoje, não recebeu o que teria direito.
"Até agora só o fundo de garantia e o seguro, o restante não sabemos quando vai sair. A empresa diz que está com dificuldades", afirma.

O mesmo aconteceu com o repositor Ygor Froes, após dois anos trabalhando, no Carmo. "Falaram que infelizmente não tem dinheiro para pagar nossos direitos. Nada de acerto, nem um centavo", afirma.  

Luiz Carlos Beraldo trabalhou por mais de três anos como padeiro na unidade do São José, também reclama seus direitos trabalhistas.

Segundo o advogado trabalhista Ricardo Monazzi, o prazo legal para os demitidos receberem o que é devido é 10 dias, portanto, o período determinado em lei já passou.  

"Como não houve pagamento, estes funcionários teriam direito de uma multa, além disso, em caso de demissão sem justa causa, o trabalhador tem direito a aviso prévio, décimo terceiro proporcional, férias proporcional e multa da rescisão contratual", diz.  

O Sempre Vale foi procurado, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.  

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio, que está representando os funcionários, também não foi encontrado.

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