Aguarde...

cotidiano

Santa Casa relata dificuldade para comprar medicamentos usados na entubação

Pacientes que estão na UTI precisam de sedativos, mas estes medicamentos estão em falta no mercado; Araraquara tem estoque para uma semana

| ACidadeON/Araraquara

 estoque de medicamentos utilizados na entubação de pacientes no centro cirúrgico da Santa Casa de Araraquara pode acabar nos próximos sete dias. O hospital encontra dificuldades para adquirir sedativos e relaxantes neuromusculares. 

A falta destes medicamentos afeta todos os pacientes que precisam de entubação, que iriam ser submetidos a procedimentos cirúrgicos ou que estejam na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), independente de diagnóstico. 

Santa Casa de Araraquara pode ficar sem medicamento para entubação (Foto: Amanda Rocha)
 
Segundo o diretor da Santa Casa Rogério Bartkvicius, a demanda por sedativos e relaxantes neuromusculares aumentou por conta das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave e coronavírus, e a indústria farmacêutica não está conseguindo atender aos pedidos dos hospitais. 

Nos últimos dias, a Santa Casa fez a solicitação de medicamentos para 30 dias, no entanto, o fornecedor só conseguiu entregar o suficiente para uma semana.   
 
"Temos nos esforçados, feitos reuniões periódicas com fornecedores, mesmo assim está difícil. Nossa solicitação é para 30 dias, mas temos estoque apenas para uma semana", diz Bartkvicius. 

O diretor da Santa Casa destaca que este problema acontece em todo país, mesmo com o cancelamento de cirurgias eletivas aquelas que não são de urgência e emergência.  

"O que observa,os é que não há solução há curto prazo, o que vemos é que as condições gerais são as mesmas que temos aqui na Santa Casa, mas estamos nos esforçando para seguir com a assistência", reforça. 

AJUDA
Em entrevista ao ON Live News, do portal ACidadeON Araraquara, a secretária municipal de Saúde, Eliana Honain, justificou que a situação só não está pior por conta do cancelamento das cirurgias eletivas. "Estamos monitorando e controlando a situação através da suspensão de cirurgias eletivas, o que também nos preocupa porque são cirurgias que precisam ser feitas, intervenções oncológicas, as pessoas estão com dor, mas são operações que não estão acontecendo", afirma Honain. 

A secretária municipal de Saúde também esclareceu que este é um problema de mercado e não de gestão. "O município não age em cima da indústria farmacêutica, por isso, cobramos o Ministério da Saúde, que é quem pode regular a indústria e a importação de medicamento", explica. 

ALERTA 
O diretor da Santa Casa, alerta para o isolamento social. Com mais pessoas circulando, aumenta-se o risco de contágio e, consequentemente de internação. Nesta sexta-feira (26), 12 pacientes estão hospitalizados em leitos de UTI.  

"O isolamento pode evitar o crescimento desordenado do número de casos", finaliza Bartkvicius.

Mais do ACidade ON