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Acidentes de trânsito sem vítima tem queda de 39% em Araraquara

Números são referentes aos quatro primeiros meses do ano e mostram ainda queda 20% em acidentes com mortes

| ACidadeON/Araraquara

Motociclistas são os que mais sofrem acidente em Araraquara (Foto: Arquivo/ON)
Entre os meses de janeiro e maio deste ano, o número de vítimas de acidentes de trânsito não fatais caiu 39% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados disponíveis na Secretaria de Segurança Publica (SSP) do Estado, foram 79 casos de lesão corporal por acidente de trânsito (entre área urbana e rodovia), contra 130 registrados no mesmo período do ano passado.  

"Essa redução no número de acidentes vem sendo registrado nos últimos três anos. Em 2017 foram 30 mortes na área urbana de Araraquara, já em 2018 os números começaram a cair e no ano passado foram 24 mortes no total. Isso é resultado dos investimentos realizados no trânsito, como a colocação de mais de 40 lombofaixas, lombadas próximas as escolas, semáforos na Via Expressa e vamos sinalizar a Avenida 36 [Padre Francisco Sales Couturato] com recursos do Detran [Departamento de Trânsito do Estado]. E estamos investindo muito nas parcerias com o setor privado, onde refizemos a geometria e sinalização da Avenida 36 com a contrapartida de um supermercado que se instalou no local. Na mesma via, próximo a uma loja de magazines, a sinalização também foi melhorada", explica o coordenador de mobilidade urbana, Nilson Carneiro.  

Ainda de acordo com os dados, entre os meses de março e maio, período da pandemia da covid-19, a cidade registrou uma queda ainda maior no número de feridos em acidentes - 49%. Indo de 83 casos vítimas para 42.  

"Durante a pandemia houve uma queda de 43% do fluxo de veículos, quase a mesma proporção da queda do número de acidentes. Com um número menor de veículos rodando, propicia uma condição de segurança melhor, com menos conflitos em semáforos e cruzamentos. É uma tendência essa redução durante a pandemia", explica.  

MOTOCICLISTAS
Nos casos de homicídio culposo por acidente de trânsito, quando a vítima do acidente acaba morrendo, a queda foi de 20%, indo de dez casos registrados em 2019 para oito casos neste ano.  

"Nesses últimos três anos os óbitos tem ocorrido majoritariamente com motociclistas. Há registros de alguns atropelamentos, mas dentro do veículo já não estamos mais registrando óbitos na área urbana da cidade. Em rodovia sim, devido a velocidade maior, mas dentro da cidade não temos vítimas fatais dentro do carro. Tem acontecido acidente, mas em função do cinto de segurança e air bag, os casos não tem sido graves. Araraquara tem uma demanda muito alta de motocicleta e por conta disso, esse é o modal com maior registro de acidentes. E nesta pandemia, as pessoas estão se utilizando da moto entrega e isso esta fazendo com que o fluxo de motos aumente, mas, com as ruas mais vazias, a gente teve essa redução no casos de acidentes", ressalta Nilson.  

De acordo com Nilson, 20% do movimento do movimento é do modal moto. Os acidentes envolvendo as motocicletas representam mais da metade dos acidentes registrados na cidade. Por conta disso, a coordenadoria fez um com a colocação de faixa exclusiva para motociclistas nos semáforos.  

"Trouxemos essa experiência, pois quando os veículos estão parados nos semáforos, os motociclistas ficam costurando até chegar na frente, muitas vezes invadindo a faixa de pedestre. Então essa faixa exclusiva permite que a moto se encaixa na frente dos veículos e saiam com segurança, sem invadir a faixa de pedestre. O objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes nesses pontos".  

Ainda de acordo com o coordenador, a pasta tem realizando campanhas educativas, com o objetivo de conscientizar a população. No ano passado, a campanha focava no uso do celular enquanto dirigia, neste ano o foco está nas faixas exclusivas para motos. "Além disso, estamos trabalhando junto a um grupo de teatro, que realiza trabalho em semáforos, e o Concetrans [Conselho Municipal de Trânsito], que realiza um concurso entre os alunos de escolas particulares e públicas", afirma.

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