Aguarde...

cotidiano

Inspeção aponta falta de EPIs em unidades de Saúde da região

Fiscalização foi feita pelo Cerest e constatou irregularidade em Gavião Peixoto, Rincão e Santa Lúcia

| ACidadeON/Araraquara

Falta de EPIs teria sido constatada em vistoria realizada pelo Cerest em unidades de saúde da região (Foto: Divulgação)


Ao menos três cidades da região possuem irregularidades no fornecimento de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) em meio à pandemia da covid-19. A ausência dos materiais em Gavião Peixoto, Rincão e Santa Lúcia foram constatadas em inspeção feita pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e denunciadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O Cerest atende 24 municípios da região e está realizando inspeção em todos, não só em unidades públicas, mas privadas também. O foco do órgão é verificar como está sendo o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e assim garantir a segurança dos trabalhadores que atuam na linha de frente da Saúde.

De acordo com a enfermeira responsável pela inspeção, Joanita Benincasa, no caso específico de Gavião Peixoto falta desde Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) até mesmo informação, com treinamento dos profissionais. Diante do que encontrou, o caso foi encaminhado ao MPT, assim como o de Rincão e Santa Lúcia.

"Não foi só Gavião, também tem Santa Lúcia e Rincão. Devo voltar para alguns acertos e questionamentos de saúde ocupacional, mas quanto a covid-19 já foram para o Ministério Público. Hoje temos farta literatura para seguir orientações, existe muita discussão em torno da covid-19 e ela está no ar a pelo menos dois meses. O mínimo tem que ser seguido, que é EPI, treinamento e lugar ventilado", defende a profissional.

Depois de encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), a promotoria deve chamar os representantes dos municípios para uma intermediação e solução para os apontamentos feitos pelo Cerest. O sindicato representativo dos trabalhadores também participa desta intermediação.

FALA, SISMAR!
O caso de Gavião Peixoto está sendo acompanhado de perto pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR). Segundo a secretária-geral, Isabel Cristina Dias, a entidade esteve nas unidades para verificar as condições de trabalho dos servidores.

"Nós entramos na unidade, conversamos com os funcionários e realmente os EPIs que eles tem lá não são apropriados, é de gramatura inferior ao que realmente é para se usar no enfrentamento a essa doença. Conversamos com a secretária da Saúde, que disse estar com dificuldade para comprar, mas que estava providenciando", diz.

A secretária-geral do Sismar explica ainda que diferentes municípios da região estão encontrando dificuldades para encontrar máscaras, aventais e outros equipamentos adequados para proteção dos trabalhadores que atuam no enfrentamento da covid-19.

"Neste ponto, muitas cidades estão reclamando da dificuldade para compra de EPIs, tanto que acabei de fazer um questionamento na secretaria da Saúde de Araraquara, que também comprou luvas que seriam irregulares para uso no hospital de campanha. E a informação que me passaram foi a mesma, de que não estão conseguindo comprar", afirma.

FALA, GAVIÃO PEIXOTO!
Ao ACidade ON, o prefeito de Gavião Peixoto, Gustavo Martins Piccolo diz que a maioria dos apontamentos feitos pelo Cerest estão sendo corrigidos pela administração municipal. O chefe do Executivo ressalta que discordam de alguns pontos, porém, considera outros importantes para que a cidade evolua e dê segurança aos trabalhadores.

"Muitas coisas nós conseguimos implantar com base na orientação do Cerest, tem outros pontos que discordamos, que é a questão da máscara N95 e o ambiente arejado, que muitas vezes não é culpa da Prefeitura em si. Mas, tem muita coisa que achamos importante para melhorar o atendimento e qualidade do serviço prestado à população. Até terça-feira nós temos a certeza que teremos todos os itens covid-19 resolvidos", finaliza.

FALA, RINCÃO!
Procurado, o diretor de Saúde da Prefeitura de Rincão, Francisco Vacis, afirma que em partes o município discorda dos apontamentos feitos pelo Cerest e que já encaminhou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma resposta formal sobre cada item apontado pelo órgão.

"Não é que estavam faltando EPIs, no início da pandemia, quando estava aquele tumulto e muitos municípios não conseguiam comprar, nós compramos máscaras com uma característica e chegou de outra. Mas, quando estiveram na cidade, não chegaram a entrar no almoxarifado para verificar nossos EPIs. Inclusive o laudo deles coloca que nossos leitos de observação no Pronto Socorro não tinha 1 metro de distância entre um e outro e pessoalmente fui medir, tem 1,10 metro", explica.

A reportagem entrou em contato com o prefeito de Santa Lúcia para comentar sobre a fiscalização, porém, Luiz Noli não foi localizado.

Mais do ACidade ON