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Velório de Yasmin é marcado e família pede privacidade

Jovem foi morta e esquartejada no último domingo (9)

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Yasmin Nery, de 16 anos, está desaparecida (Foto: Redes Sociais)
O velório da jovem Yasmin da Silva Nery, de 16 anos, foi marcado para esta quarta-feira (12), mas será reservado aos amigos e familiares da jovem.   

 Yasmin foi morta e esquartejada com requintes de crueldade no último domingo (9), no Jardim das Hortênsias.  A garota, que morava com os pais no Jardim Selmi Dei, saiu de casa na tarde de domingo para ir ao Sesc com um amigo, mas não retornou. A família soube, posteriormente, que a jovem teria ido encontrar um garoto que conheceu no dia anterior, em um show.  

Familiares e amigos deram início a uma busca pela jovem e, na manhã de segunda-feira (10),os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), passaram a acompanhar o caso. Com base nas informações passadas pela família da Yasmin, um adolescente de 17 anos foi detido. Inicialmente, o menor negou qualquer envolvimento na morte de Yasmin, mas, na casa dele, resolveu confessar.  

"Ele disse que desejava 'matar para ver como é'. É chocante até para nós que nos deparamos com violência todos os dias", diz o delegado da DIG, Fernando Bravo, que não conseguiu extrair do acusado nenhum motivo claro a não ser a curiosidade mórbida pela morte. Algo tão bizarro que a senha do celular do adolescente é outro fato chocante, a palavra é 'killer', assassino, em inglês.

Segundo o adolescente, ele teria pedido para ela fechar os olhos, para ver onde ela estaria com ele. Ela, 'apaixonada', respondeu. Ele deu um golpe [por trás] conhecido como 'mata-leão' e ai começou a luta. Ele esfaqueou e esquartejou a jovem. 

A execução foi feita no banheiro já pensando em limpar a cena e drenar o sangue. Sem pestanejar, o adolescente afirmou ter adquirido conhecimento da anatomia humana em sites ligados 'deep web', também chamada de 'deepnet' ou 'undernet', é uma parte da web que não é indexada pelos mecanismos de busca e fica oculta ao grande público.

Já detido, ele levou a polícia e os bombeiros aos locais onde deixou Yasmin. Primeiro, na casa dele dentro de um carrinho de lanches. Depois, numa lagoa no bairro. Por fim, no Quitandinha. Lá, foi apreendida apenas um sacola usada no transporte. 

Sem arrependimento
"Aqui na delegacia ele falou que não tinha qualquer arrependimento", lembra o delegado que ouviu do adolescente que a ideia era manter o corpo dentro do quarto como 'troféu'. Só colocou no carrinho de lanches por saber que a polícia estava atrás de Yasmin. A namorada dele, no entanto, pareceu arrependida na frente da família, mas, sozinha, na visão do delegado, ria. O adolescente foi levado ao Núcleo de Atendimento Inicial (NAI) em São Carlos. A menina será levada para uma unidade e internação em Franca.  

Segundo apurou a reportagem, o acusado não tinha histórico de violência, era considerado bom aluno da Escola Estadual Bento de Abreu (EEBA), além de ser ligado a música com passagens por algumas bandas iniciantes. No bairro do Hortênsias, os vizinhos não quiseram comentar sobre ele. Na internet, ele mostrava um lado mais agressivo acompanhando páginas como 'desenhos agressivos', 'homicidas' e 'psicopatas de sangue frio'. O perfil dele já é alvo de uma série de xingamentos.

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