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STJ reestabelece condenações de policiais do Massacre do Carandiru

Episódio do massacre ocorreu quando policiais entraram na Casa de Detenção de São Paulo para conter uma rebelião e 111 presos foram mortos

| FOLHAPRESS

Massacre do Carandiru ocorreu em 1992 (Foto: Reprodução)
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reestabeleceu as condenações dos policiais que atuaram no masssacre do Carandiru, em que mais de cem presos foram mortos em 1992. 

As condenações de 73 policiais variam de 125 a 600 anos.  

O ministro Joel Paciornik entendeu que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) se equivocou em 2018 ao determinar que os policiais fossem julgados novamente, anulando todas as sentenças condenatórias. 

Os desembargadores tinham firmado, na ocasião, o entendimento de que os jurados que condenaram os policiais tinham julgado contra as provas dos autos.  

O Ministério Público do Estado de SP recorreu, e Paciornik acolheu seus argumentos.  

Os policiais agora estão definitivamente condenados.  

O Tribunal de Justiça de SP poderá apenas examinar as penas aplicadas a cada um dos policiais.  

O TJ de SP era presidido por Ivan Sartori, que relatou o caso. Ele hoje está aposentado e concorreu a prefeito de Santos com o apoio de Jair Bolsonaro. Foi derrotado. 

O Massacre do Carandiru foi uma chacina que ocorreu em São Paulo, em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, causou a morte de 111 detentos.


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