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Com 217 casos de dengue, Rincão vive uma epidemia da doença

Casos podem ter relação com Araraquara que tem mais de 4,7 mil registros. Ações foram reforçadas, mas muitos moradores ainda não deixam os agentes vistoriar nas casas

| ACidadeON/Araraquara

Rincão faz vistorias nas casas e nebulização. (Foto: Reprodução/EPTV)
 

Com 217 casos de dengue, Rincão enfrenta uma epidemia da doença. Segundo a Secretaria de Saúde, a quantidade de casos pode ter relação com Araraquara, cidade que fica a 32 km e tem mais de 4,7 mil casos.

As ações de combate foram reforçadas e a cidade, de pouco mais de 10 mil habitantes, faz nebulização contra o mosquito transmissor da doença duas vezes por dia. Contudo, muitos moradores ainda não deixam os agentes vistoriar as casas. A cidade ainda tem 98 casos suspeitos.  

Pacientes de Rincão são atendidos com dengue. (Foto: Reprodução/EPTV)


Nebulização e vistorias

Agentes da Vigilância Sanitária tentam acabar com o mosquito da dengue com vistoria nas casas. Duas vezes por dia, também fazem a nebulização em vários bairros. Segunda-feira (1º) haverá nebulização no Centro e começará o bloqueio no distrito Taquaral. 

"Sintomas complicados, dor no corpo, indisposição, foi bem difícil. Eu recomendo que todo mundo tome cuidado com sua casa, se todo mundo cuidar do seu quintal já é o suficiente", disse o jornalista Fernando Schimidt, que pegou a doença no mês passado.

A coordenadora em Vigilância Sanitária, Neliza Bizarro, disse que os agentes encontram dificuldades para entrar nas residências. 

"Os moradores têm uma certa resistência para deixar os agentes de saúde entrar nas suas casas, está faltando colaboração. Acho que a população ainda não está entendendo a grande quantidade de casos de dengue em Rincão", afirmou.  

O secretário de Saúde de Rincão, Francisco Vacis Filho. (Foto: Reprodução/EPTV)

Relação com Araraquara
O índice larvário - que mede a quantidade de larvas do mosquito - foi de 5,9, bem acima do limite recomendado pelo ministério da saúde, que é igual ou abaixo de 1.

Para o secretário de Saúde, Francisco Vacis Filho, um dos motivos que explicam a explosão de casos em Rincão é a proximidade com Araraquara, que também vive uma epidemia. 

"Sabíamos que a gente ia ter casos da doença, mas não nessa proporção. Araraquara potencializou os casos, porque a população de Rincão está em Araraquara todos os dias, muitos trabalham e estudam. Então toda hora tem gente de Rincão lá", disse o secretário.

Uma pessoa picada pelo Aedes aegypti em Araraquara pode ser novamente picada por um mosquito saudável em Rincão. O inseto infectado vai então transmitir o vírus pra outras pessoas na cidade e a doença se espalha rapidamente.

Segundo a Vigilância Sanitária, em média 80 pacientes por dia têm procurado o pronto-socorro municipal desde que Rincão entrou em epidemia.

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