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Economia

Novo Cadastro Positivo obrigatório entra em vigor

Para economista, cadastro deve causar variação nas taxas de juros

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Comércio de Araraquara 
A partir desta semana, entrar nessa listagem não é mais uma decisão do consumidor, já que a participação passa a ser automática.

As instituições financeiras, varejistas e prestadoras de serviços de energia, telecomunicações, gás, entre outras, terão um mês para enviar informações dos consumidores sobre os pagamentos feitos.

A partir do envio dos dados dos "bons pagadores" para as empresas de cadastro, os consumidores serão informados, em um mês, sobre a inclusão de seus nomes e terão a possibilidade de recusar a adesão.

Caso recusem, o nome do consumidor terá de ser excluído do cadastro em até 10 dias após a solicitação. É importante também ficar atento para pedir a correção de dados errados.

Todo o histórico de pagamentos estará no cadastro, mas o compartilhamento das informações com o mercado só poderá ocorrer após 60 dias da inclusão.

No cadastro estará a data do início de uma dívida, o valor das prestações com datas de vencimento, e quando o valor foi pago.

Apesar de ter sido mantido o direito à informação e o de escolha para quem não deseja ter suas informações pessoais e financeiras compartilhadas, o temor é de que haja abuso, com o uso indevido de dados da vida financeira, e assim o aumento de ofertas que não interesse ao consumidor.
 
Redução da taxa de juros  
Para o economista do Sincomércio, João Delarissa,  a ideia do cadastro é reduzir o custo do crédito o que deve refletir nas taxas de juros, como promete o mercado financeiro. 

Para ele, o cadastro positivo pode e deve causar uma variação nas taxas de juros, uma vez que as empresas vão passar a ter acesso a uma quantidade muito maior de informações sobre as movimentações financeiras dos consumidores. Hoje em dia, as empresas acessam o que a gente conhece como cadastro restritivo ou cadastro negativo, onde elas terão acesso aos deslizes dos consumidores. Aquelas contas que ele não conseguiu horar e acabou entrando em situação de inadimplência.   

"Com o cadastro positivo, elas passam a ter acesso as contas que o consumidor tem em seu nome, os gastos realizados no cartão de crédito, se ele cumpre com suas obrigações em dia ou atrasado. Tudo isso vai impactar, de uma forma ou outra, no quanto essas empresas vão cobrar de juros, em um momento de conceder o crédito, de abrir um financiamento e até na abertura de conta em banco", explica Delarissa.

Mais de 100 milhões de brasileiros passarão a integrar o cadastro positivo. Ao contrário da tradicional lista de inadimplentes, o cadastro positivo reunirá, então, o histórico de crédito de forma consolidada, inclusive com dados sobre contas pagas em dia. Atualmente, cerca de 62,6 milhões de brasileiros estão inadimplentes.

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