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Cesta básica do araraquarense segue com valor alto

Café, açúcar e margarina vegetal estão mais caros na cidade, aponta pesquisa mensal do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara

| ACidadeON/Araraquara -

Consumidores sentiram aumento da cesta básica  (Foto Arquivo: Amanda Rocha)


 O valor médio da cesta básica araraquarense registrou alta de 2,61% em setembro, segundo pesquisa mensal do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara.  

O custo da cesta apurada, que em agosto era de R$814,38, passou para R$835,61.  

No mês, os produtos que mais subiram foram: batata (13,42%), alho (11,7%), café torrado (9,45%), açúcar refinado (7,31%), frango resfriado (7,23%) e margarina vegetal (6,22%).  

E as maiores quedas foram: cebola (-10,63%), papel higiênico folha dupla (-2,94%), absorvente higiênico (-2,26%), desodorante spray (-2,05%) e sabão em barra (-1,74%). 

Avaliando a inflação acumulada desde janeiro de 2020, a cesta básica monitorada pela pesquisa atingiu alta de 33,67% em setembro de 2021.  

O grupo de alimentação está 37,65% mais caro, os itens de higiene pessoal 15,12% e os produtos de limpeza doméstica subiram 18,83%. 

Dos 32 produtos analisados, 25 apresentaram alta na avaliação mensal e sete estão mais baratos. Dos itens que reduziram o preço em setembro, três deles variaram menos de 2%, causando impacto reduzido sobre o valor final da cesta.  

Por outro lado, apenas sete dos 25 produtos em alta subiram menos de 2%, enquanto 11 itens romperam a barreira dos 5% de aumento no último mês. 

Entre janeiro e setembro deste ano, os produtos com maior alta foram: café torrado (47,33%), açúcar refinado (42,56%) e margarina vegetal (32,65%). Os produtos em queda contemplam batata (-37,26%), cebola (-35,94%) e arroz branco (-13,57%). 

Nos últimos 12 meses, o preço dos itens avaliados acumula majoração de 21,16%, em média. Entre outubro de 2020 e setembro de 2021, o açúcar refinado (60,5%), o frango inteiro (56,77%) e o café torrado (49,73%) apresentaram maior variação positiva. Já a cebola (-43,58%) e o queijo muçarela (-11,73%) tiveram variação negativa no mesmo período. 

João Delarissa, economista do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, destaca o clima como um dos causadores dos aumentos.  

"Os problemas climáticos ainda vêm causando pressão sobre o preço dos produtos, que registraram as maiores altas entre agosto e setembro. As geadas de julho causaram problemas no ciclo de produção de algumas culturas, como é o caso da batata, que também sofre com os efeitos do fim da safra de inverno", analisa.  

CAFÉ E AÇÚCAR

O café e o açúcar também registraram baixa produtividade na safra atual, sobretudo em decorrência das geadas no início do segundo semestre e, mais recentemente, do clima seco e da falta de chuvas. "A maior demanda interna e externa pelos dois produtos e a valorização do dólar ante o real ainda pressionam os preços no mercado interno", pontua Delarissa. 

Já a carne de frango, considerada alternativa à carne bovina, voltou a encarecer de forma expressiva em setembro e já acumula alta de 56,8% em 12 meses. A linguiça fresca, a salsicha e os ovos também seguem em trajetória semelhante, todos com aumento superior a 27% no acumulado em 12 meses.  


SALÁRIO MÍNIMO

Em relação ao salário mínimo, o custo médio da cesta básica em Araraquara representa atualmente 75,96% do total. O valor é 1,96 ponto percentual acima do registrado no mês anterior, de 74%, e 9,96 pontos percentuais acima do registrado em setembro de 2020, quando o valor da cesta básica representava 66% do salário mínimo vigente à época.

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