Comércio eletrônico de Araraquara tem o segundo melhor desempenho do Estado

O faturamento real do comércio eletrônico na região atingiu R$ 107 milhões no primeiro trimestre de 2017

    • ACidadeON/Araraquara
    • Da reportagem

 

Divulgação
 

O faturamento real do comércio eletrônico na região de Araraquara atingiu R$ 107 milhões no primeiro trimestre de 2017, apresentando um crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse foi o segundo melhor desempenho no Estado de São Paulo. O levantamento é do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), a partir de dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Ebit.

Apesar das vendas no setor na região apresentarem retração de 7,4% no acumulado de 12 meses, o crescimento no primeiro trimestre abre boas perspectivas para o setor neste ano, segundo a economista do Sincomercio, Délis Magalhães.

Ela destaca que o comércio eletrônico na região mantinha uma trajetória ascendente desde 2013, mas entre 2015 e 2016 houve uma ruptura nessa tendência, com a queda de 12% no faturamento e redução de 14% no número de pedidos do e-commerce.

O tíquete médio (faturamento por pedido) subiu 8,3%, ao passar de R$ 404,07 no primeiro trimestre de 2016 para R$ 437,49 nos três primeiros meses deste ano. A participação do e-commerce da região no faturamento do varejo geral ficou estável em 2,6%. Já com relação ao número de pedidos, a região de Araraquara alcançou pouco mais de 244 mil no período. (pouco mais)

“Em tempos de crise econômica e com o orçamento restrito, é natural que o consumidor pesquise mais os preços. Neste cenário, o comércio eletrônico se destaca, uma vez que oferece possibilidades de comparação de preços, descontos e formas de pagamento variadas, além de fatores importantes como agilidade e facilidade de compra. As lojas virtuais vêm aprimorando seus recursos e padrões de venda para conseguir suprir a demanda que surge a partir do novo perfil do consumidor, acumulando resultados positivos mesmo em meio à crise”, afirma Délis.

Outros fatores decisivos para a expansão do setor, segundo a economista, são a estabilização de variáveis econômicas importantes, como inflação e taxa de juros (SELIC), e o aumento da confiança do consumidor. Ela também destaca que novos mercados têm se mostrado vantajosos para as vendas online, como o segmento de supermercados, que vem registrando crescimento no número de pedidos pela internet.

Segundo a economista do Sincomercio, as categorias mais acessadas pelo e-consumidor atualmente são: moda e acessórios; eletrodomésticos; livros/assinaturas; saúde/cosméticos e perfumaria; e telefonia/celulares. Em volume financeiro, as categorias de eletrodomésticos, eletrônicos e telefonia acabam saindo na frente pelo custo maior dos produtos.

 


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