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Política

Conselho de Ética da Câmara sugere afastar Jeferson Yashuda por 15 dias

Tucano teria usado carro oficial para consulta médica; ele foi fotografado no consultório de bermuda

| ACidadeON/Araraquara

Presidente da Câmara Municipal de Araraquara, Jeferson Yashuda Farmacêutico
 
O presidente da Câmara de Vereadores de Araraquara, Jeferson Yashuda (PSDB), pode ficar afastado de seu mandato por até 15 dias. É o que sugere o relatório preliminar do Conselho de Ética, que apura denúncia de que o parlamentar teria feito uma viagem com o carro oficial até a cidade de Matão para tratar de assuntos pessoais. Ele nega.  

Jéferson Yashuda foi fotografado pela paciente de uma clínica ortopédica no mês de maio. Na imagem o presidente aparece de bermuda, aguardando ser chamado para uma consulta.  

Em entrevista recente ao Jornal Regional da Jovem Pan e ao A Cidade ON ele confirmou a viagem e o uso do veículo, mas disse que estava em missão oficial. "Liguei e agendei uma consulta, eu sou paciente dele (médico ortopedista) desde o ano 2000, mas por saber que ele estava inaugurando uma nova clínica, marquei com o propósito de outorgar um título de cidadão araraquarense. Isso porque ele completa 40 anos de residência, inaugurou essa nova clínica e também porque ele atende a um grande número de araraquarenses", explicou na época.  

Foi o próprio Yashuda que pediu a investigação. O Conselho de Ética é formado por cinco vereadores. O A Cidade ON Araraquara apurou que votaram a favor do afastamento o presidente da comissão, Lucas Grecco (PSB), Zé Luiz (PPS) e Thainara Faria (PT), que neste caso atua como relatora. Foram contra os parlamentares, cabo Magal Verri (MDB) e José Carlos Porsani (PSDB). Jéferson Yashuda tem até sexta-feira (29) para apresentar sua defesa.  

"Ficamos surpresos, no primeiro momento, com esse tipo de colocação, mas tempos argumentos para fazer nossa defesa, porque não houve nenhum tipo de má fé no que aconteceu", disse o presidente.  

Questionado sobre a posição de seus colegas ele se disse surpreso, mas esperançoso em uma mudança de posição dos colegas. "Eles estão olhando com um olhar bastante crítico com relação a temática e talvez não tenham deslumbrado o real motivo da minha visita ao consultório do doutor Edson Bergamaschi, mas na possibilidade de defesa por escrito vamos contra-argumentar os fatos buscando o entendimento da comissão de ética", disse ele.  

Enrosco  

Antes de seguir para votação em plenário, o caso de Yashuda ainda será avaliado pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação, que coincidentemente é formada por três membros do Conselho de Ética.  

Magal e Porsani, que votaram contra a punição de 15 dias, podem, em tese, apontar alguma deficiência na apuração do Conselho de Ética e dar parecer contrário a decisão.  

Nenhum dos dois relatórios é decisivo, apenas indicam para os demais legisladores um possível caminho a seguir. Para Jéferson Yashuda ser afastado, a maioria dos vereadores em plenário devem votar favoravelmente ao relatório feito do Conselho de Ética.  

A decisão, segundo Yahuda, deve ser conhecida apenas em agosto. "Nós temos a minha defesa, a questão do recesso, a comissão deve se manifestar sobre minha defesa e só depois haverá votação em plenário", detalha o presidente.

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