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Política

DAAE se compromete a investir R$ 6,1 mi na ETE de Araraquara

Índice de eficiência no tratamento de esgoto estaria em 73%, quando o preconizado pela Cesteb é de 80%; tema é questionado pelo Ministério Público

| ACidadeON/Araraquara

O superintendente do DAAE, Donizete Simioni participou do Jornal Regional, da Jovem Pan Araraquara, nesta quarta-feira (07). ( Amanda Rocha/ 28.JAN.2016/Tribuna Araraquara)
 

Após ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanização de Araraquara, questionando o não cumprimento nos padrões legais de tratamento de efluentes na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), o superintendente do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (DAAE), Donizete Simioni, assumiu compromisso de investir cerca de R$ 6,1 milhões para promover as adequações apontadas.  

Durante participação no Jornal Regional, uma produção da rádio Jovem Pan e do ACidadeON, o chefe da autarquia respondeu a questionamentos relacionados aos investimentos no tratamento de esgotos. Simioni classificou a perda de eficiência como resultado da ausência de manutenção na Estação. A fala aconteceu na manhã desta quarta-feira (07).  

"Cabe recuperar um pouco do histórico da ETE, pois estamos falando de um local construído em 1998, ou seja, com 20 anos de operação e esse sistema de estação preconiza uma eficiência de 70 a 85%. Isso é importante que fique claro, pois se ela estivesse funcionando com toda sua capacidade, poderia chegar até 90% de eficiência. Já chegou a 85%, mas ao longo desses 20 anos ela diminuiu", explicou o superintendente do DAAE.  

Segundo Simioni, a diretoria deve responder o MP pedindo prazo para realizar os investimentos necessários para atender os apontamentos, porém, garantiu que os recursos estão previstos no orçamento da autarquia municipal. Para ele, além da manutenção nos aeradores e a aquisição de peneiras a Estação possui outro gargalo que deve receber atenção especial e está classificado pela direção como prioridade número um, que é a retirada do lodo das lagoas de contenção.  

"Vamos responder, pedir mais prazo, pois os investimentos que já estão agendados para o início de 2019 montam em R$ 4 milhões. Agora também não posso deixar de dizer que o principal problema da ETE, que contribui para que essa eficiência caia é a retirada do lodo das lagoas. Porque neste modelo de operação você precisa retirar o lodo e nos últimos cinco ou oito anos não foi feito. Por isso está perdendo em eficiência", classificou Simioni.   

Estação de Tratamento de Esgoto de Araraquara

Investimentos
Um dos pontos abordados por Donizete Simioni foi justamente os recursos necessários para promover as adequações exigidas pelo Ministério Público. De acordo com o superintendente, a estimativa é investir R$ 6,1 milhões. "Esse custo ele monta em R$ 4 milhões [retirada do lodo]. As peneiras que já foram adquiridas por R$ 600 mil instalam até dezembro. Tem também os aeradores, que são 12 para manutenção e a aquisição de mais oito novos, orçado em R$ 1,5 milhão. Isso tudo nós já temos orçamento previsto. Esse dinheiro tem no caixa para peneiras e aeradores e a retirada do lodo já está prevista para 2019", afirmou.   

Entenda
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo de Araraquara ajuizou Ação Civil Pública contra o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae). E o motivo é preocupante: a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Araraquara não estaria atendendo aos padrões legais mínimos de tratamento dos efluentes, antes de destiná-los ao Córrego Ribeirão das Cruzes, gerando a poluição das águas e por consequência, dano ambiental.

De acordo com a promotor José Carlos Monteiro, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Araraquara não estaria atendendo aos padrões legais mínimos de tratamento dos efluentes, antes de destiná-los ao Córrego Ribeirão das Cruzes, gerando a poluição das águas e por consequência, dano ambiental. E a Ação seria justa, pois a Promotoria, o Daae cobra, mensalmente, de cada consumidor, além de tarifa pelo fornecimento de água, outra tarifa pelos serviços de tratamento dos esgotos, no valor equivalente a 100% do valor de consumo da água.

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