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Eleições

Faro Fino: Marta desiste e Barbieri é convidado para disputar vaga no senado pelo MDB

Confira as notícias e fique por dentro dos bastidores da política de Araraquara com a coluna Faro Fino.

| ACidadeON/Araraquara

 

De volta a Brasília?
Com a desistência da senadora Marta Suplicy para concorrer à reeleição ao Senado, nesta sexta-feira (03), o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri foi convocado pelo presidente estadual do MDB, Baleia Rossi, para ser o substituto. Durante o evento de lançamento de seu livro "Marcelo Barbieri: lutas e conquistas na política", o araraquarense teria recebido uma ligação de Rossi para tratar do tema. Questionado sobre o convite, Barbieri afirmou que existe a possibilidade e que deve responder neste sábado, após conversar com seus familiares, sobre aceitar ou não a missão partidária.  

Segunda convocação
Dois meses atrás, em junho, Barbieri já havia sido ventilado como possível nome na chapa do MDB ao Governo de São Paulo, sendo candidato a vice-governador na chapa de Paulo Skaf. Naquele momento, com dificuldades para encontrar aliados na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o araraquarense aparecia cotado por interlocutores do partido para fazer a pré-candidatura emedebista emplacar. 

'Point político'
Aliás, o evento de lançamento do livro de Barbieri reuniu lideranças de diferentes partidos, além de admiradores do político. O prefeito Edinho Silva (PT), que em diferentes momentos da política araraquarense esteve em lados opostos do emedebista, marcou presença e recebeu um livro autografado do ex-prefeito. "Eu penso que a trajetória política do Marcelo ela é importante porque ela recupera todo o período da redemocratização do Brasil e, evidente, dá dimensão de uma liderança de nossa cidade e nossa região. Nós não temos muito a cultura democrática no Brasil. Eu penso que a democracia é isso, no momento das eleições cada um apresenta suas propostas e passou as eleições a vida continua e as pessoas continuam. É muito ruim quando você permite que o pensamento diferente, a concepção diferente de sociedade possa afastar as pessoas, eu não acredito nisso, não quero viver desta forma", afirmou Edinho.

O que diz o livro?
Marcelo deu uma prévia do que as pessoas podem encontrar no livro, que estava sendo vendido no evento ao valor de R$ 30. "O livro conta minha história desde a época de estudante, quando fui para São Paulo e entrei na GV [Fundação Getúlio Vargas] e no movimento estudantil. Primeiro na Ação Popular, depois no MR8 e do MDB, que me filiei em 1976 e sou filiado até hoje, ou seja, tenho 42 anos de filiação, ficando 14 anos como deputado e oito anos como prefeito. O que vão encontrar são vários momentos de luta política pela democracia e pelo Brasil", afirmou o dono da noite. 

Barbieri 'bateu na trave' como ministro
Questionado sobre as curiosidades que o livro poderia apresentar, Barbieri comentou sobre um discurso em defesa de Ulysses Guimarães e um telegrama recebido dias antes de sua morte e uma passagem com o ex-líder do MDB Orestes Quércia, que era uma espécie de padrinho político do araraquarense. "O Quércia me encontrou e disse: tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que você foi escolhido para ser ministro, mas a ruim é que você não pode assumir, porque nós não vamos apoiar o Lula", relembra Barbieri. 

Mais curiosidades da obra...
A jornalista Fernanda Stella Cavicchia, autora do livro, também deu pistas do que pode ser encontrado na obra. No total, foram cerca de dois anos de pesquisa realizadas para chegar ao apresentado na noite desta sexta-feira, em Araraquara. "O livro tem algumas curiosidades, como por exemplo, o encontro dele como estudante para a reorganização da UNE, em 1979, com Elis Regina e Clodovil, que foram figuras que colaboraram com a reconstrução da entidade estudantil. Tem também este primeiro contato do Marcelo com o Quércia, ainda estudante. Tem algumas curiosidades e a participação de várias pessoas e personalidades que conviveram com ele e ajudaram a construir esta história", afirmou Cavicchia. 

Contemporâneos
Presente ao evento, o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Dimas Ramalho garantiu seu exemplar e afirmou que a obra é um resgate de toda a sua geração. "Nós fomos contemporâneos na época de faculdade, na época da ditadura militar, quando ele fazia política na GV e eu era do Centro Acadêmico XI de Agosto, no Largo São Francisco e nós combatíamos os militares, lutávamos pela democracia e pela constituinte. Nos reencontramos no MDB, em Araraquara e aí construímos uma história bonita, de luta, em defesa da democracia, então estou feliz de ver que a história dele e a minha também tem uma linha que marca nossa vida, que é a luta democrática", ressaltou Ramalho. 

Esse livro é só metade, vai ter que fazer um novo
O deputado estadual Roberto Massafera (PSDB) parabenizou o lançamento do livro afirmou que já reservou espaço e aguarda a segunda edição. "O Marcelo desde jovem foi um lutador pela redemocratização do País. Ele é um exemplo de luta e de trabalho. Um exemplo de homem que o Brasil precisa ter, daqueles que nunca desistem. E ele está na meia idade, então só tem uma parte da sua trajetória aqui, logo vai ter que fazer um novo", brincou Massafera.

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