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Coligação 'Tempo de fazer mais e melhor' lança Nino como pré-candidato

Convenção foi realiza neste domingo (13), na Câmara de Araraquara, e traz Pedro Baptistini como pré-candidato à vice

| ACidadeON/Araraquara

Coligação Tempo de fazer mais e melhor' lança Nino como pré-candidato
A coligação 'Tempo de fazer mais e melhor', que reúne PSB, PDT, PV e Rede lançou, neste domingo (13), a pré-candidatura de Nino Mengatti (PSB) e Pedro Baptistini (PDT) à prefeitura de Araraquara.  

A convenção ocorreu na Câmara, onde estiveram presentes pré-candidatos, presidente de partidos e apoiadores. O encontro foi presencial, mas também pôde ser acompanhado pelas redes sociais.  

ENTREVISTA
Antes da convenção, Nino Mengatti respondeu as perguntas feitas pelo ACidade ON. Elas serão iguais para todos os candidatos, com objetivo de informar o internauta. 

ACidade ON: O que levou o senhor a se candidatar?
Nino Mengatti: Araraquara tem uma economia muito pujante, nos negócios e nos serviços, mas há 20 anos os mesmos grupos se alternam aqui, com as mesmas pessoas. Então, é necessário que a gente busque uma inovação, um novo caminho para a cidade, mas respeitando o passado. Como sempre digo, o passado é para se refletir e não para se repetir. Estamos perdendo muitas posições, como no ranking apresentado nesta semana, das cem cidades, e nós não estamos entre as cem cidades em educação, não estamos entre as cem cidades que mais inovam. Precisamos parar com esse Fla-Flu, nós contra eles, e dialogar com o governo estadual e federal.
O prefeito de Araraquara precisa sentar da mesma maneira que senta com essas pessoas, porque ele tem poder para isso. Araraquara é reconhecida como uma cidade progressista e quando vai falar, seja do Bolsonaro ou com o governador Dória, o prefeito tem que exercer o seu poder. Não pode só ficar numa luta ideológica e esquecer o resto. Além de estarmos perdendo tudo nos rankings, estamos vivendo um problema muito sério com as praças da cidade, tomadas pelo crack, porque aquilo que fizemos no passado que era - Crack, vencer é possível - foi abandonado. Temos hoje 1.200 crianças fora das escolas e eu zerei o déficit de vagas. Na economia temos 66 mil pessoas recendo auxilio emergencial, que a partir de janeiro não terão mais. Temos que unir todo o sistema S para qualificar essas pessoas e buscar alternativas na economia solidária. Na educação, nós temos que rever o sistema Sesi, que em quatro anos ele gasta quase R$ 5 milhões, colocar tablete para os professores, internet banda larga para os alunos e fazer um investimento maciço na educação, que é o caminho correto para fazer a inclusão.  

Nino é pré-candidato a prefeito de Araraquara (Foto: Gabriela Martins)
ACidade ON: Quais suas principais bandeiras de campanha?
Nino Mengatti: Nossa principal bandeira será a educação. Araraquara não esta mais entre as cem cidades com a melhor educação. Precisamos rever o sistema Sesi e votar o PLD, o que deve gerar uma economia de R$ 5 milhões em quatro anos. Com esse recurso, nós precisamos fazer formação continuada dos nossos professores da rede municipal. Na área de tecnologia, colocar internet banda larga nas casas da periferia, que não tem esse acesso, visto que 67% dos pais e alunos tem internet pré-paga, que só dura 15 dias. Nós precisamos fazer aquilo que fiz no passado, hoje temos mais de mil crianças fora da escola novamente. Precisamos investir em tecnologia, formação e ser for necessário, iremos comprar chip para colocar no celular das crianças, para que possam realizar atividade remota. Quando fui secretário nós tivemos a melhor merenda do sudeste do Brasil e a quarta melhor educação do país. Em São Carlos tornei a educação a terceira melhor do país. Eu quero que Araraquara seja a primeira cidade em educação no país. Quero a volta do programa 'Crack: vencer é possível'. Hoje as praças de todos os bairros da cidade ninguém mais pode circular. Ninguém mais pode ir na igreja de Santa Cruz. A pessoas não podem andar com liberdade pelas ruas porque o ônibus que adquirimos lá atrás, quando fui secretário de segurança pública, está encostado. Precisamos tratar com dignidade as pessoas. As universidades da cidade e o Sistema S precisam se unir para recuperar a economia de Araraquara. Não é possível que a nossa cidade ainda existam famílias, jovens, mulheres, homens e crianças pedindo comida, vendendo coisas e pedindo recurso. Não dá pra gente ficar no sexto andar e na praça ao lado, em frente a Câmara Municipal ter famílias ao relento, sem a mínima assistência do poder público. Precisamos humanizar a administração e mudar o jeito de governar Araraquara. E nós somos essa opção, nova e de mudança.   

 
ACidade ON: Como governar Araraquara com a realidade de endividamento das prefeituras?
Nino Mengatti: Eu sou movido a desafios. A questão da dívida da prefeitura vamos equacionar buscando os fornecedores para reduzir os valores das dividas e principalmente, não tem como falarem enxugar a máquina ou demitir gente, em um momento como este. No combate à covid-19, se nós não tivéssemos uma rede de postos de saúde, como sairíamos? Então, na verdade, precisamos cortas as despesas e buscar novos investimentos. Por isso que eu falo: Eu vou dialogar, como prefeito de Araraquara, vou buscar recursos em Brasilia e no Estado, com a autoridade moral de um prefeito. Porque hoje fica esse nós contra eles e não chegamos a lugar nenhum. Eu já passei por várias secretarias com problemas, com problemas sérios de recursos e resolvemos. É por isso que nós precisamos unir a cidade e dialogar com todas as forças. A divida não me assusta, tenho competência e sei o caminho de Brasilia e São Paulo para buscar recursos e tirar a cidade da crise. Não é demitindo funcionário, deixando a educação como foi feito meses atrás, cortando o salário de servidores e criando instabilidade. O poder público precisa chegar perto, olhar para as pessoas, ser mais humano e buscar recursos onde houver. O prefeito de Araraquara tem que ter autoridade moral para reabrir a Furp, que está ao lado, na cidade de Américo. É preciso se unir a São Carlos e Matão e não processar o prefeito de Matão ou criar problema com São Carlos. É preciso unir a região central para buscar recursos em Brasília, São Paulo e exterior para sair da crise. Não é cortando, é buscando novos investimentos.

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