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Habilidade comportamental será essencial no trabalho de jovens no futuro

Habilidade comportamental será essencial no trabalho de jovens no futuro. Acompanhe as principais noticias e fique informado sobre tudo o que acontece na sua cidade, no Brasil e no mundo. Notícias sobre cotidiano, cultura, esporte, economia, entretenimento, política e outros conteúdos.

| FOLHAPRESS -

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Embora competências técnicas sejam importantes para ter acesso ao futuro do mercado de trabalho, possuir habilidades comportamentais, como análise crítica, capacidade de solucionar problemas e resiliência, é essencial para se adaptar a uma nova realidade em constante mudança, segundo especialistas. O problema é que o modelo de ensino convencional, ainda muito focado na memorização de informações e com pouca participação dos estudantes, não tem auxiliado os jovens a desenvolverem essas habilidades. "O mercado de trabalho hoje é excludente, focado demais em competências técnicas, e o ensino não atende boa parte das demandas para a educação. Jovens de baixa renda acabam tendo poucas oportunidades, apesar de ser um público com muitas habilidades comportamentais", afirmou Karen Franquini, fundadora da startup Ganbatte, durante debate nesta quarta-feira (22). O evento faz parte do 3º fórum Inovação Educativa, realizado pela Folha em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, e que acontece na manhã de quarta (22) e quinta-feira (23), na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré). Confira aqui a programação dos debates. Karen, que hoje tem 27 anos, contou que, ao se ver sem oportunidades no mercado, teve a ideia de criar a Ganbatte, que tem o objetivo de conectar as empresas a esses jovens de baixa renda em busca de emprego. Além de oferecer serviços de seleção e recrutamento de jovens para as corporações, a startup atua no desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais desses jovens, por meio de cursos e oficinas. De acordo com o diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Americo Mattar, é mais importante preparar jovens para enfrentar o futuro do que tentar prever o que vem pela frente. "Hoje a sala de aula é expositiva e trabalha só questões cognitivas. Esse modelo não funciona mais, é preciso inovar. Os estudantes precisam desenvolver capacidade crítica, raciocínio lógico, habilidades para resolver problemas. É isso que capacita para o futuro", disse o executivo. Mattar também divulgou no evento os resultados da edição 2018 do estudo Juventude Conectado, feito pela Fundação Telefônica Vivo e com foco no tema de empreendedorismo. Segundo a pesquisa, 56% dos jovens hoje se consideram empreendedores, e 61% disseram enxergar o empreendedorismo como uma atividade mais ligada a propósito de vida e realização pessoal do que ao lucro. Pelo lado das empresas, Lucas Robertto Batista, que é diretor do Digital Labs, espaço de inovação da Vivo, destacou a necessidade de as corporações criarem ambientes que favoreçam a inovação, para atrair os jovens. "Não é uma questão de lugar, mas de modelo. Jovens preferem hoje trabalhar em startups pelo ambiente, não por ser uma startup", disse Batista. Vanderlei Martinianos, que fez parte da equipe fundadora da École 42, de Paris, escola de programação com métodos de ensino inovadores, destacou que um passo essencial para mudar a aprendizagem é inserir na gestão profissionais que estudem o conceito de educação voltada para o futuro. "Nosso processo produtivo está sendo modificado pelas novas tecnologias. O grupo que já nasce dentro dessas mudanças terá valores que nem nós detemos, então é preciso aprender para sobreviver nessa realidade", afirmou. Além das mudanças comportamentais, Martinianos também disse ser importante que as escolas passem a oferecer cursos de programação e de temas tecnológicos, para que os jovens já cresçam inseridos na realidade digital. Segundo Rosa Alegria, mestre em estudos do futuro, um dos principais desafios enfrentados pelas próximas gerações, e que deveria ser abordado nas escolas por meio de conteúdos mais analíticos, é como deixar de focar na produtividade e tentar resgatar nossa humanidade em um ambiente profundamente tecnológico. "A verdadeira inovação no século 21 vai ser entender como o ser humano consegue atuar como agente de mudança do seu mundo. Vamos preferir ensinar nossas crianças a serem produtivas como um robô, o que é impossível, ou a serem felizes?", afirmou Alegria.

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