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Economia

Diretor do Santander será presidente do BC do governo Bolsonaro

| FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O economista Roberto Campos Neto, do Santander, será o presidente do Banco Central do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O atual secretário do Tesouro, Mansueto de Almeida, continuará no cargo. As duas informações foram confirmadas por integrantes da equipe de transição de Bolsonaro. Ambos já aceitaram o convite feito pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Campos é executivo do banco Santander e próximo ao futuro chefe da Economia, Paulo Guedes. O nome dele já estava cotado para o cargo, mas foi confirmado nesta quinta-feira (15). A opção por Campos Neto foi feita depois que o atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, confirmou que deixará a instituição até o final do ano. Ele era a principal aposta da equipe econômica de Bolsonaro. Uma pessoa da campanha disse no começo do mês que Ilan e Paulo Guedes conversaram após a eleição, mas o assunto se limitou ao projeto de independência do BC, que ambos querem aprovar no Congresso. O argumento a favor da permanência de Ilan era que o governo Bolsonaro pretendia avançar na institucionalização da independência do BC, com mandatos fixos para presidente e diretores, o que permitiria que ficasse no posto até 2020. Em relação a Mansueto, havia a dúvida se ele toparia continuar como secretário do Tesouro. O nome dele também era cotado para assumir uma nova secretaria da Fazenda, que pode ser criada na estrutura do ministério que Guedes chefiará. Com a confirmação, a área econômica do governo Bolsonaro passa a contar com Paulo Guedes como superministro, Joaquim Levy no comando do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Tereza Cristina como ministra da Agricultura, Mansueto de Almeida como secretário do Tesouro e Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central. Ainda não há uma definição sobre quem assumirá a presidência da Caixa Econômica Federal.

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